Antidepressivos e ansiolíticos podem ser fundamentais em tratamentos de desconfortos psíquicos, mas precisam de acompanhamento médico adequado
Atenção: esse texto trata de assuntos sensíveis sobre saúde mental. Caso sinta algum desconforto sobre a temática, você pode optar por retornar em algum outro momento. Além disso, se precisar de ajuda, pode contar com o apoio do Centro de Valorização da Vida (CVV), clicando aqui ou ligando 188. O serviço é grátis e funciona 24h, todos os dias da semana.
Há quem tenha receio em utilizar medicamentos psicotrópicos para o tratamento de transtornos mentais. A verdade é que toda medicação deve ser utilizada com cuidado e devido acompanhamento médico, e no caso de remédios como ansiolíticos e antidepressivos, essa atenção deve ser ainda maior.
No entanto, em muitos casos, o uso de medicamentos psicotrópicos é fundamental no enfrentamento dessas doenças. Isso porque, para muitos, os sintomas podem ser mais fortes, e até severos, e seu tratamento envolve também a psicoterapia, a alimentação adequada, exercícios físicos e mudanças na rotina. Tudo isso, em conjunto, é efetivo, mas leva tempo para fazer efeito.
De acordo com dados do Ministério da Saúde, cerca de 15% dos brasileiros têm transtorno depressivo em algum momento da vida, sendo a prevalência entre mulheres ainda maior, em torno de 20%. Já a Organização Pan-americana de Saúde (Opas) revela que mais de 18 milhões de brasileiros convivem com transtornos ansiosos, o que converte nosso país num dos mais “ansiosos” do mundo.
Nesse sentido, os medicamentos psicotrópicos acabam funcionando como uma “ponte” entre o início do tratamento, em que esses sintomas estão mais fortes, e o momento em que o paciente já consegue lidar com eles sem a necessidade desse auxílio. É a partir disso que se entende a necessidade e importância dessas medicações, responsáveis por salvar milhares de vidas por ano.
Mas apesar de existirem pessoas que tem resistências aos medicamentos psicotrópicos, há outras que fazem o uso de maneira indevida, sem qualquer acompanhamento. Esse comportamento é de alto risco para a saúde, tanto a mental quanto a física, já que sem o devido conhecimento médico o uso dessas substâncias tem uma série de consequências.
A psicanalista e docente do Centro Universitário UniBRAS Montes Belos, Carolina Almeida, explica que é de extrema importância o cuidado com esses fármacos, e que em casos mais agudos em que há a necessidade do uso de medicamentos psicotrópicos, é necessário um trabalho conjunto do psiquiatra e do psicólogo. Aqui no blog já falamos sobre os tipos mais comuns de psicoterapia e suas abordagens sobre os sofrimentos psíquicos.
“Há casos em que uma pessoa não tem pensamento suicidas, mas tem uma vontade de ‘deixar de existir’, e o medicamento pode ser perigoso nesse momento. Por isso a medicação é importante em casos mais agudos, mas é necessário o acompanhamento adequado para que essa pessoa não se perca no uso do fármaco”, argumenta.
A docente cita casos em que o uso dos medicamentos psicotrópicos é feito em altas doses para que se alcance efeitos sedativos, ou mesmo em momentos de crise para atenuar os sintomas, e esse uso indiscriminado pode provocar sérios danos à saúde. Ela também entende que nem todos os casos há a necessidade de medicação, já que certos desconfortos psíquicos são naturais em determinados momentos da vida.
“Em alguns casos como o fim de um relacionamento, ou uma crise existencial, somente um acompanhamento psicológico pode ser efetivo. E com o uso indiscriminado desses fármacos, a pessoa pode neutralizar esses sentimentos ruins a ponto de deixar de tomar decisões importantes na vida”.
Aproveitando as celebrações do Setembro Amarelo, e entendendo que, dentro da comunidade acadêmico, há uma relevância especial quando se fala em saúde mental, separamos abaixo 5 pontos sobre o uso de medicamentos psicotrópicos.
Acompanhamento médico
É imprescindível, antes de se fazer o uso de medicamentos psicotrópicos, uma visita à um médico psiquiatra. Esse é o profissional habilitado para atender, compreender, diagnosticar, receitar e acompanhar pessoas com questões de saúde mental.
Além de ter o devido conhecimento das condições que podem afetar os pacientes, o médico psiquiatra também sabe diferenciar os sintomas, que podem ser confusos. Também é altamente recomendada a realização de exames, como o hemograma ou o encaminhamento com outros especialistas, como o neurologista.
Isso porque muitas vezes as doenças mentais podem ser desencadeadas por questões fisiológicas, como desequilíbrio hormonal, por exemplo, embora esse não seja o cenário em todos os casos.
Entender como funciona a medicação
É do senso comum entre muitas pessoas que um antidepressivo existe para tratar a depressão. Isso não é totalmente falso, mas não compreende todos os usos dessa medicação, já que antidepressivos variados podem ser utilizados parar tratarem casos de ansiedade, transtorno obsessivo-compulsivo, entre outros quadros.
Por isso é importante entender, junto ao médico, como funcionam esses medicamentos psicotrópicos, e os objetivos que devem ser alcançadas com eles. Além disso, essas medicações podem apresentar efeitos-colaterais importantes, e ter conhecimento deles ajuda a driblá-los melhor.
É relevante também estar de olho em eventuais interações medicamentosas. Por isso, o médico sempre deve ter conhecimento de todos os medicamentos utilizados pelo paciente, que também deve estar atento ao utilizar novas medicações.
Fazer o uso correto desse medicamento
No tratamento de condições mentais, alguns detalhes rigorosos podem fazer grande diferença nos resultados apresentados. O primeiro deles é fazer o uso dos medicamentos psicotrópicos de maneira correta, ou seja, diariamente, em horários e doses recomendadas. Isso é extremamente relevante para entender a efetividade dessas medicações.
Outro ponto de atenção é não exceder a dose dessas medicações, já que muitas delas, quando utilizadas de maneira inadequada, podem causar dependências física e psicológica.
Além disso, não se deve parar de tomar esses remédios abruptamente e por contra própria, já que muitas delas apresentam sintomas severos na retirada. Somente o médico é quem sabe o tempo e a maneira adequada em retirar essa medicação. Em alguns casos, esses remédios inclusive têm seu uso recomendado permanentemente.
Estar atento a eventuais reações
Medicamentos psicotrópicos podem apresentar reações muito diferentes de uma pessoa para outra. É por isso que é preciso estar atento ao que se sente, mental e fisicamente. A partir do devido uso e acompanhamento, é possível saber quando essa medicação não está adequada.
Em casos de eventual rejeição, não há necessidade de preocupação. O médico fará a retirada ou adaptação de dose do medicamento, assim como a introdução de outros fármacos, se necessário. Para além disso, muitas condições permitem vários tipos de intervenções medicamentosas diferentes.
Cuidar de todo o resto do tratamento
Nem todos os tipos de tratamento para saúde mental envolvem o uso de medicamentos psicotrópicos, mas todos eles, usando fármacos ou não, envolve os cuidados necessários para o bom funcionamento do corpo e da mente, com destaque para a boa alimentação e a prática de exercícios físicos regulares.
Adicionalmente, é extremamente relevante o acompanhamento psicoterapêutico em qualquer condição que envolva saúde mental. (Texto: Bruno Corrêa – Assessoria de Comunicação Ecossistema BRAS Educacional)
Atenção: esse texto trata de assuntos sensíveis sobre saúde mental. Caso sinta algum desconforto sobre a temática, você pode optar por retornar em algum outro momento. Além disso, se precisar de ajuda, pode contar com o apoio do Centro de Valorização da Vida (CVV), clicando aqui ou ligando 188. O serviço é grátis e funciona 24h, todos os dias da semana.
Fundamental para tratar sofrimentos psíquicos, a psicoterapia é dividida em diferentes abordagens de tratamentoAtenção: esse texto trata de assuntos sensíveis sobre saúde mental. Caso sinta algum desconforto sobre a temática, você pode optar por retornar em algum outro momento. Além disso, se precisar de ajuda, pode contar com o apoio do Centro de Valorização da Vida (CVV), clicando aqui ou ligando 188. O serviço é grátis e funciona 24h, todos os dias da semana.
Já faz um tempo que o bem-estar físico não é o único que conta quando a palavra é saúde. Em uma sociedade muito conectada, com conflitos sociais evidenciados e num cenário profissional e acadêmico exigentes, a saúde mental é pauta frequente, e a psicoterapia surge como um item essencial no acompanhamento do bem-estar psíquico. Mas ao buscar um profissional habilitado, é comum a dúvida sobre quais das abordagens psicoterapêuticas deve ser escolhida.
Psicanálise, gestalt, comportamental, humanista. São muitas as possibilidades e as indicações para cada uma dessas abordagens psicoterapêuticas. Para além do fato de que a terapia ainda é uma novidade para muitos, o excesso de informação – e desinformação – sobre esse tema pode confundir ainda mais quem busca essa forma de tratamento. Para aproximar as pessoas da psicologia, o Setembro Amarelo é uma campanha que estimula a busca por ajuda e conhecimento sobre o tema.
É interessante, no entanto, entender que as mais diversas abordagens psicoterapêuticas surgiram com o mesmo objetivo de tratar o sofrimento psíquico das pessoas, e por isso são amplamente estudadas e defendidas na comunidade dos profissionais de saúde mental. A partir disso, é importante destacar a segurança e efetividade dessas diferentes abordagens.
A psicóloga e docente da UniBRAS Montes Velos, Suzy Souza, argumenta que existem algumas abordagens psicoterapéuticas que são mais indicadas para determinados tipos de diagnósticos e seus acompanhamentos, mas concorda que todas as abordagens têm sua efetividade.
‘‘Isso vai muito do psicólogo, se aquele profissional atende aquela demanda. Se ele perceber que o paciente necessita de um atendimento diferente, como uma neuroavaliação, por exemplo, irá encaminhar para outro profissional que faça essa avaliação’’, explica.
A docente também alerta para a necessidade de buscar ajuda profissional, e não simplesmente buscar os sintomas na internet. De acordo com Suzy, há muitos casos de autodiagnóstico, pelo mal uso da informação nas redes e buscadores.
Pensando nas eventuais dúvidas e curiosidades sobre as diferentes abordagens psicoterapêuticas disponíveis, e atentos à importância do Setembro Amarelo, reunimos aqui no blog os principais tipos de terapia e suas características.
Analítica
Nesse tipo de abordagem, o contexto ambiental tem uma dimensão maior sobre o sofrimento psíquico do paciente. Isso porque não basta apenas a consciência humana para entender a personalidade, mas todos os elementos que ela interage.
Também chamada de Junguiana, por ter sido desenvolvida pelo suíço Carl Jung, a psicologia analítica vai além dos estudos do inconsciente do indivíduo, abordando os símbolos e arquétipos em que ele está familiarizado.
Cognitiva comportamental
Também conhecida como TCC, essa é uma das abordagens psicoterapêuticas mais indicadas pelos médicos psiquiatras. Nela, o paciente expõe diretamente ao psicólogo suas questões, que busca identificar pensamentos e comportamentos disfuncionais, fazendo com que ele possa identificá-los e desenvolver consciência sobre eles.
Nesse sentido, é fundamental que o paciente participe de forma ativa dessa identificação, para que se torne mais realista e prático nas medidas e soluções sobre seus problemas. Também por esse foco prático, essa abordagem delimita prazos para a solução desses problemas.
Gestalt
Desenvolvida na década de 40 pelo suíço Fritz Perls, a Gestalt-Terapia é uma das abordagens psicoterapêuticas que tem o foco no agora. De acordo com essa visão, o estado atual do paciente é o mais importante, e o indivíduo deve estar focado em resolver esses conflitos no presente.
Além de conhecer e aceitar suas emoções, potenciais e limitações, a Gestalt busca desenvolver no indivíduo seu potencial criativo na resolução de conflitos e problemas.
Behaviorismo
Também chamada de comportamental, essa é uma das abordagens psicoterapêuticas que mais foca no contexto social e externo. Para os comportamentalistas, as pessoas nascem como uma tábula rasa, e, portanto, são moldadas pelas experiências da vida. Logo, mais importante que mergulhar nos processos mentais internos é observar o comportamento dessas pessoas e da sociedade
Seu desenvolvimento se deu na primeira metade do século 20, pelos estudos dos americanos John B. Watson e Frederic Skinner, e do russo Ivan Pavlov.
Psicanálise
Umas das abordagens psicoterapêuticas mais clássicas e influentes, desenvolvida inicialmente pelo austríaco Sigmund Freud, considerado o “pai da psicanálise”, no final do século 19. Essa abordagem tem um forte foco no inconsciente, na sexualidade e na associação livre, prática em que o paciente é estimulado em falar livremente no consultório, com raras interrupções, enquanto o terapeuta analisa padrões e interpreta esse conteúdo.
Para Freud, a partir da fala se acessava o inconsciente. Além disso, os sonhos também são importantes no processo psicanalítico, já que são uma janela preciosa para esses processos mentais internos.
Dentro da Psicanálise existem algumas correntes que evoluíram de forma mais independente, sendo a mais famosa delas a Lacaniana, desenvolvida pelo psicanalista francês Jacques Lacan, principalmente nos anos 60 e 70.
A psicanálise é considerada muito influente também para fora da Psicologia, com muito reflexos na literatura e cultura mundial. Também influenciou fortemente a Psiquiatria. Além disso, o famoso divã – sofá em que o paciente se acomoda da melhor forma possível para a técnica de associação livre – é um ícone na cultura popular mundial.
Mais que possibilidades
Apesar das já apresentadas abordagens psicoterapêuticas estarem entre as mais populares no Brasil, existem outras várias possibilidades. Entre elas estão a Analista Comportamental, a Humanista, Psicodinâmica, o Psicodrama, entre outros.
No entanto, mais importante que entender essa diversidade de possibilidades das abordagens psicoterapêuticas, é de fato buscar ajuda, independentemente da abordagem. Isso porque os efeitos do processo terapêuticos são sentidos na prática, e levam o tempo adequado para se manifestarem. Além disso, os especialistas têm conhecimento e autoridade no tratamento do sofrimento psíquico, e todas as abordagens são amplamente estudadas e discutidas no meio acadêmico e ambulatorial.
Essa visão é compartilhada pela campanha do Setembro Amarelo, que destaca a urgência em se abordar a dimensão da saúde mental nos aspectos práticos, e principalmente ter a liberdade de se expressar sobre essas questões de forma livre, buscando ajuda quando é necessário.
A docente Suzy Souza destaca que é importante sentir que não está sozinho. De acordo com ela, além de um passo de coragem importante, a psicoterapia também traz alívio e fortalece a jornada.
‘‘A psicoterapia é um espaço seguro para expressar suas dores e sentimentos, e também é o lugar de encontrar novas formas de lidar com eles, compreender de maneira assertiva suas emoções’’.
Outro aspecto relevante é estar de olho no profissional buscado para o tratamento psicoterapêutico, já que todo psicólogo precisa ter cadastro no Conselho Federal de Psicologia para atuar, e, portanto, ter registro profissional. Essa checagem pode ser feita por meio do site do Cadastro Nacional de Profissionais de Psicologia, seja pelo nome, CPF ou número de registro. (Texto: Bruno Corrêa – Assessoria de Comunicação Ecossistema BRAS Educacional).Atenção: esse texto trata de assuntos sensíveis sobre saúde mental. Caso sinta algum desconforto sobre a temática, você pode optar por retornar em algum outro momento. Além disso, se precisar de ajuda, pode contar com o apoio do Centro de Valorização da Vida (CVV), clicando aqui ou ligando 188. O serviço é grátis e funciona 24h, todos os dias da semana
A partir desta segunda-feira (09/09), o Centro Universitário UniBRAS Montes Belos tem um novo reitor. O Prof. Me. Jusirmar Alves da Cruz é o novo regente da instituição, que é referência no setor educacional na região na cidade de São Luís de Montes Belos (GO). Com mais de 20 anos de experiência em gestão organizacional, o educador é destaque no Ecossistema Bras Educacional, atuando anteriormente como gestor da UniBRAS Rio Verde.
Graduado em Administração pela Faculdade Metropolitana de Curitiba (Famec), e com mestrado em Administração pela Faculdade Positivo, Jusirmar Alves traz consigo uma sólida experiência em gestão de pessoas, tanto no ramo industrial como no educacional. Hoje professor na graduação e pós-graduação, o educador já tem trajetória como gestor, atuando por mais de três anos na UniBRAS Rio Verde, na qual se destacou pelos bons resultados.
Iniciando sua carreira profissional em 1992, como instrutor de treinamento na empresa Electrolux, Jusirmar tem ênfase em gestão de pessoas, qualidade e produção. É cofundador da empresa Forpraxis Gestão Organizacional, e especialista em resolução de problemas com o método Problem Based Learning (PBL). Optou também pela carreira acadêmica quando percebeu dificuldades na contratação de profissionais recém-formados.
Ao aceitar o novo cargo, Jusirmar Alvez destacou seu legado na UniBRAS Rio Verde, entre acadêmicos e colaboradores, e explicou que nada disso seria possível sem o apoio incondicional da equipe da unidade, e do Ecossistema BRAS Educacional.
“Lutaremos com todas as forças, dia e noite, para o Centro Universitário UniBRAS Montes Belos, com o ser humano como foco principal. Vamos resgatar o brilho nos olhos de cada um de vocês, que são o mover do dia a dia da unidade”, anunciou.
A posse do novo reitor representa um momento importante para o futuro da instituição, que oferece mais de 20 opções de cursos distribuídos entre graduação e pós-graduação, nas modalidades presencial e distância. Além disso, o Centro Universitário possui anos de história e referência em São Luis dos Montes Belos e região.
Novembro Azul é a campanha de conscientização da saúde dos homens, especialmente quanto ao câncer de próstata
A ideia de um homem forte, que não tem limitações, não chora e não sente dor. A masculinidade suprema, que tudo suporta e nada se abala. Esse é o cenário que encontram médicos e especialistas em políticas públicas quando se fala em saúde masculina. Essas crenças encontram pelo caminho uma situação mais difícil para os homens nos quesitos qualidade de vida e expectativa de vida, e é o principal motivador da campanha Novembro Azul.
Esse tipo de pensamento reforça negativamente os números quando se pensa em saúde masculina. Em 2021, o Instituto Lado a Lado pela Vida divulgou um estudo feito em 4 países latinoamericanos – Brasil, Argentina, Colômbia e México – que mostrou que 62% dos homens só procuram ajuda médica quando os sintomas são considerados insuportáveis. Ainda em 2021, os homens brasileiros viviam em média 6,9 anos menos que as mulheres.
Com o prognóstico de que 11% dos homens desenvolverão câncer de próstata em algum momento, o Novembro Azul tem como foco principal a conscientização para o exame preventivo, que deve ser realizado anualmente a partir dos 50 anos, e a partir dos 45 em homens negros, ou que tem histórico familiar da doença. Com mais de 44 mortes pela doença no Brasil por dia, esse tipo de câncer é o que mais mata homens no Brasil, e é o que mais chama atenção quando se fala em saúde masculina.
Mas o foco não é só sobre o câncer de próstata. Quando se pensa é saúde masculina, o Novembro Azul também se desdobra em outras doenças e comportamentos prejudiciais muito comuns entre os homens, como a hipertensão, o colesterol, dependência química, obesidade, tabagismo, além de saúde mental e prevenção ao suicídio – que tem nos homens a maiora absoluta das vítimas.
Não vale a pena esperar
É indiscutível que um sintoma incômodo ou constante é um sinal importante para que se busque ajuda médica. No entanto, em muitas doenças, as fases iniciais podem não provocar sintomas. Essa combinação de evolução lenta e situação silenciosa é a receita para que as condições sejam diagnosticadas de forma tardia, diminuindo consideravelmente as chances de cura. Esse é o maior desafio das campanhas para conscientização da saúde masculina, incluindo o câncer de próstata.
O docente e diretor do curso de Biomedicina do UniFACTHUS, Douglas Cobo Micheli, explica que, no caso do câncer de próstata, na maioria das vezes o tumor cresce de forma extremamente lenta. “Alguns desses tumores podem crescer de forma rápida, espalhando-se para outros órgãos e podendo levar à morte. A maioria, porém, cresce de forma muito lenta, e leva cerca de 15 anos para atingir 1 cm³, não dando sinais durante a vida e nem ameaçando a saúde do homem”, argumenta.
O profissional também explica que a prevenção é feita por meio de dois exames. Um em que se coleta o sangue do paciente e o testa com reagentes para identificar vestígios cancerígenos, e outros de forma manual, em que o médico realiza o toque retal. É justamente fazendo com que os homens furem a bolha do preconceito e se encaminhem de forma regular aos profissionais de saúde que pode-se fazer a diferença e diminuir consideravelmente os difíceis números na saúde masculina hoje.
“Quando o resultado de um desses exames é anormal, o especialista irá solicitar a realização de análises complementares. Estes testes ajudam a descartar ou confirmar a suspeita médica. Se houver um diagnóstico de câncer de próstata, será preciso avaliar o estágio em que o tumor se encontra para definir a conduta mais adequada para o tratamento”.
Douglas também alerta que dificuldades para urinar ou a diminuição do jato urinário, além de maior necessidade de urinar nos períodos da noite ou do dia podem ser sinais de atenção, e deve-se buscar o médico imediatamente. A recomendação da campanha do Novembro Azul, portanto, é nunca esperar por eles.
Outro detalhe importante é que o câncer de próstata não atinge só homens, mas todos aqueles que possuem a glândula, incluindo pessoas transgêneras. A partir disso, é importante também que elas realizem o exame anualmente.
A enfermeira e coordenadora do curso de Enfermagem da Faculdade UniBRAS Gama, Isla Cherlla da Silva Brito, explica que, quando o diagnóstico ocorre ainda em fases iniciais, a radioterapia ou o procedimento cirúrgico são as opções mais comuns de tratamento. No entanto, ela alerta que o câncer de próstata não é o único foco da campanha pela saúde masculina.
“Temos outras doenças relacionadas ao grupo masculino, como o câncer de testículos, câncer de penis, insuficiência cardíaca, acidente vascular cerebral, infarto do miocárdio”.
A docente também aborda os fatores que distanciam os homens dos cuidados com a saúde e as consultas regulares ao médico, que é um dos principais focos da campanha do Novembro Azul, e o que mais dificulta o diagnóstico a tempo de salvar vidas.
“De acordo com o Ministério da Saúde, o que afasta os homens dos consultórios médicos é o fator cultural, no qual eles se julgam imunes às doenças, consideradas por eles sinais de fragilidade”.
(Texto: Bruno Corrêa – Assessoria de Comunicação Ecossistema BRAS Educacional)
Entenda como a nutrição e estudos devem andar de mãos dadas
É comum que, quando precisamos nos debruçar sobre os livros, pensemos em uma rotina saudável de estudos. Ela deve envolver, antes de qualquer coisa, muito tempo disponível para entrar a fundo no conteúdo, afastar distrações e manter a constância. Mas não são só as horas estudadas que remetem a bons resultados finais: nutrição e estudos têm muito mais em comum do que muitos imaginam.
Vale lembrar que, para se alcançar a excelência, é preciso antes de tudo manter uma rotina saudável de estudos, e isso deve incluir, entre outras coisas, boas horas de sono, momentos de descanso, exercícios físicos diários e também uma boa alimentação. É entendendo a conexão entre nutrição e estudos que separamos aqui no blog algumas dicas.
Para listar essas dicas, contamos com o apoio da nutricionista e coordenadora do curso de Nutrição do Centro Universitário UniBRASÍLIA de Goiás, Lionora Francisca. Ela explica que a relação entre a nutrição e estudos são acompanhados de perto por vários especialistas da área. “Grandes nomes da Nutrição evidenciam a importância de hábitos alimentares saudáveis para o pleno funcionamento cognitivo. Uma alimentação adequada desempenha um papel crucial na manutenção da concentração, na memória e na capacidade de aprendizado”, revela.
Ômega-3
Investir em uma rotina saudável de estudos também é estar atento ao pleno funcionamento cognitivo e do cérebro em geral. Por isso, a docente explica que alimentos ricos em Ômega-3 são fundamentais para a saúde cerebral.
“Esses alimentos contribuem para a formação de neurônios e a transmissão eficiente de impulsos nervosos, essenciais para absorver e reter informações”, argumenta Lionora.
Entre os alimentos que são ricos nesses ácidos graxos estão as nozes, os peixes e a semente de linhaça.
Alimentação equilibrada em nutrientes
Se para muitos a relação entre nutrição e estudos não está tão clara, é imprescindível observar o devido equilíbrio e variedade de nutrientes para que se obtenha bons resultados.
Uma dieta balanceada, repleta de frutas, vegetais, grãos integrais e proteínas magras deve fazer parte de qualquer rotina saudável de estudos. Esses alimentos fornecem os nutrientes essenciais para a manutenção da energia ao longo do dia, evitando picos de açúcar no sangue que poderiam levar a quedas de concentração.
Atenção aos hábitos alimentares
Não é só sobre o que se come, mas também da maneira que esses alimentos são ingeridos. Lionora explica que fazer pequenas refeições ao longo do dia, em intervalos regulares, também é importante numa rotina saudável de estudos.
“Esse hábito mantém o nível de glicose estável no sangue, garantindo um fornecimento constante de energia ao cérebro”.
Fuja dos ultraprocessados
No âmbito da ligação entre nutrição e estudos, é fundamental entender que os ultraprocessados não prejudicam somente a saúde física, como também a mental e cognitiva. “Evitar alimentos altamente processados e ricos em açúcar é uma recomendação unânime entre os especialistas”,revela a educadora.
A explicação é que esses alimentos tendem a causar flutuações drásticas nos níveis de açúcar, afetando negativamente a concentração e a produtividade, tudo que quem deseja uma rotina saudável de estudos não pode ter.
Estão na lista desses alimentos grande parte dos produtos industrializados, refrigerantes e ainda alimentos de redes de fast-food.
Mantenha-se hidratado
Parece óbvio, mas não há como manter uma rotina saudável de estudos sem a devida ingestão de água. É que o bom funcionamento do corpo depende fortemente do consumo adequado dela, e isso se reflete fortemente nas funções cognitivas do estudante.
“A hidratação adequada não deve ser subestimada. Estudos demonstram que a desidratação pode prejudicar a função cognitiva, diminuindo a capacidade de foco e memória. Portanto, manter-se bem hidratado é tão importante quanto escolher os alimentos certos”.
(Texto: Bruno Corrêa – Assessoria de Comunicação do Ecossistema BRAS Educacional)
Ser fluente em algum idioma estrangeiro é forte diferencial em processos seletivos, de acordo com especialistas de recursos humanos
Em um mundo profundamente conectado, é difícil não ser impactado diariamente pela presença de algum idioma estrangeiro. Em músicas e séries, conteúdos jornalísticos, conversas com amigos e familiares que vivem no exterior, e também nas relações profissionais. É muito difícil hoje encontrar alguma profissão em que a presença do inglês, espanhol ou outro idioma não tenha uma forte importância.
É pensando ainda no ponto de vista profissional que a fluência em idioma estrangeiro torna-se um diferencial. Isso porque, para muitas empresas, é fundamental que seus colaboradores tenham conhecimentos para além de sua língua materna. Assim, profissionais fluentes – ou ao menos com nível avançado – passam na frente quando estão participando de processos seletivos.
Além de ser um forte atrativo em processos seletivos, os especialistas também apontam que ter conhecimento em idioma estrangeiro também dá ao profissional outras vantagens, como a possibilidade em buscar vagas com salários melhores, poder ter experiências profissionais em outros países, ter facilidade em educação e profissionalização e ainda maior possibilidade de comunicação com profissionais internacionais, estimulando a rede de contatos.
De acordo com uma pesquisa realizada pelo site recrutador Catho, ter fluência em um idioma estrangeiro pode elevar em até 52% o salário dos profissionais em comparação com outros colegas de profissão e mesmo nível hierárquico que não tem essa habilidade. Um outro levantamento do British Council revelou que apenas 1% da população brasileira é fluente em língua inglesa.
Saindo na frente
A analista de Gestão de Pessoas do Centro Universitário UniBRAS Rio Verde, Cassia Garcia Cabral é unânime em reforçar a presença do idioma estrangeiro no currículo. Atuante na seleção de pessoas, ela entende que aqueles que já possuem fluência em alguma língua além do português estão na frente nos processos seletivos.
“O inglês avançado já é fundamental, e não só o básico. Muitos candidatos possuem um nível avançado em conhecimentos da área, mas acabam não sendo selecionados por não terem conhecimento em língua estrangeira”, aponta.
A profissional explica que o avanço de multinacionais na economia brasileira, inclusive com a forte presença de investimentos chineses no país, tem promovido uma verdadeira busca a profissionais com fluência em língua estrangeira, que não se resume só ao inglês, nem só aos grandes centro urbanos – há forte busca em cidades do interior também.
“Praticamente em todas as áreas hoje o idioma estrangeiro é exigência, mas serviços na área de tecnologia e no campo do agronegócio têm sido fortemente impactados por essas exigências”.
Entre os idiomas mais buscados, Cássia explica que o inglês e o espanhol são predominantes, mas o francês, alemão e até o mandarim têm tido forte busca. Demonstrando isso, ela diz que recentemente, na cidade vizinha de Itumbiara (GO), uma gigante chinesa da área da energia limpa se instaurou, abrindo muitas vagas, e todas tinham exigência de inglês fluente.
Novas possibilidades
Se antes, para alcançar a fluência em um idioma estrangeiro, os profissionais precisavam se deslocar até um curso com frequência semanal e horários pré-determinados, hoje isso não é mais obrigatoriedade. É que as novas tecnologias abriram também novas possibilidades, como aulas on-line, e com frequência e horários flexíveis, se adaptando à rotina do profissional.
Há inclusive a disponibilidade de cursos gratuitos, ou mesmo a possibilidade de se treinar com nativos, favorecendo o desenvolvimento da conversação.
Mas se você já venceu os processos seletivos, e ainda busca a fluência no idioma estrangeiro para incrementar seu currículo e melhorar seu desempenho profissional, muitas empresas disponibilizam plataformas de ensino para seus colaboradores, e vale a pena estar atento! O que não vale mais é perder oportunidades por falta de conhecimento.
(Bruno Corrêa – Assessoria de Comunicação do Ecossistema BRAS Educacional)
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