por leonardo santos | nov 5, 2024 | Dicas, Saúde
Pra além de sintomas complexos, doença pode dar sinais corriqueiros, principalmente no início
Na campanha do Outubro Rosa, o câncer de mama ganha destaque, assim como o autoexame e a mamografia, por ser o câncer mais comum entre mulheres no Brasil. Já no Novembro Azul, o maior destaque é o câncer de próstata. Mas falando sobre câncer no geral, existem outros sintomas simples do câncer que podem afetar qualquer tipo da doença.
Com a rotina corrida e as exigências infinitas de desempenho, muitos acabam não prestando atenção aos sintomas simples do câncer. Mas estar atento aos sinais do corpo é importante para prevenir uma das doenças que mais matam no Brasil. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa é de 704 mil casos de câncer por ano no país.
Entre as mulheres, o câncer de mama é o mais comum, com cerca de 74 mil casos por ano. Já entre os homens o câncer de próstata predomina, com 72 mil casos anuais. Nos dois, o diagnostico precoce aumenta consideravelmente as chances de cura, e os exames preventivos anuais – a mamografia no caso das mulheres e o exame de próstata nos homens – são fundamentais.
É justamente por essa necessidade de atenção à saúde que as campanha do Outubro Rosa e Novembro Azul focam na necessidade em cuidar de si mesmo. O docente e coordenador do curso de Enfermagem Célio Pereira, alerta para a diferença entre sinais e sintomas do câncer.
“O sinal é uma manifestação que pode ser vista e checada por outra pessoa, como uma febre, por exemplo. Já o sintoma é algo sentido somente pela pessoa, como a dor”, destaca. O professor explica ainda que esses sintomas podem variam de acordo com o tipo do câncer.
Mas para além dos cânceres mais comuns, existem alguns sintomas simples do câncer que podem ser comuns a todos ou a maioria das incidências da doença, e que não são destacados no dia-a-dia. Nem de longe esses sintomas significam necessariamente um diagnóstico de câncer, mas são sinais de alerta para buscar um médico.
1. Cansaço constante
Parece banal, mas sentir uma sensação de cansaço e fadiga constante pode ser um dos sintomas simples do câncer. Isso acontece porque muitas pessoas com a doença costumam ter diminuição dos glóbulos vermelhos, o que diminui a oxigenação no sangue.
Sangramentos, anemia e eliminação de sangue pelas fezes faz parte desse déficit dos glóbulos vermelhos no sangue, por isso é importante estar de olho nas fezes. Em casos avançados, é comum que pessoas com câncer tenham cansaço ao acordar, mesmo com uma noite de sono.
As razões para esse cansaço são diversas, mas principalmente pela alta demandas de calorias que o desenvolvimento de células cancerígenas exige, como também a eliminação de substâncias tóxicas no corpo.
2. Emagrecimento repentino
Há quem gostaria de ter uma perda de peso rápida, mas perder massa corporal de forma expressiva sem dieta e intensificação da atividade física é sinal de alerta pra várias condições de saúde, inclusive um dos sintomas simples do câncer.
Esse emagrecimento tem a ver com as mudanças metabólicas provocadas pelo crescimento constante de células cancerígenas, que demandam uma grande queima de calorias.
3. Inchaços
Um dos sintomas simples do câncer pode se manifestar por inchaços em regiões específicas do corpo. Um dos mais comuns é na barriga, que pode ou não acompanhar outros sintomas nos sistemas digestivo e urinário, como alterações nas fezes e urina, e também dor na região.
Outro ponto comum de inchaço em casos da doença é na região das ínguas, como virilha, axilas e pescoço. Além disso, câncer de mama pode apresentar inchaço na região mamária, assim como nos homens o câncer de testículo provoca inchaço na região.
4. Manchas
Aparecer com manchas na pele pode ser encarado com pouca seriedade pela maioria das pessoas, ou mesmo passa desapercebido, mas também pode ser um sintomas simples do câncer.
No caso do câncer de pele é muito comum que manchas se tornem maiores ou mais escuras, e também apareçam com cicatrizes e sangramento. Porém, manchas escuras, avermelhadas ou amarelas, além de aspecto aspero, coceira e dor nessas manchas, em muitas regiões do corpo, são sinais de alerta.
5. Dor que não passa
Embora pareça óbvio, é muito comum que no dia-a-dia se ignore dores, que tendem a ser encaradas como passageiras. Mas ter uma dor constante, que não passa com medicações é um sinal de alerta do corpo para várias condições, incluindo o câncer. (Texto:Bruno Corrêa – Assesoria de Comunicação Ecossistema Bras Educacional)
por leonardo santos | set 27, 2024 | Dicas, Noticias, Saúde
Antidepressivos e ansiolíticos podem ser fundamentais em tratamentos de desconfortos psíquicos, mas precisam de acompanhamento médico adequado
Atenção: esse texto trata de assuntos sensíveis sobre saúde mental. Caso sinta algum desconforto sobre a temática, você pode optar por retornar em algum outro momento. Além disso, se precisar de ajuda, pode contar com o apoio do Centro de Valorização da Vida (CVV), clicando aqui ou ligando 188. O serviço é grátis e funciona 24h, todos os dias da semana.
Há quem tenha receio em utilizar medicamentos psicotrópicos para o tratamento de transtornos mentais. A verdade é que toda medicação deve ser utilizada com cuidado e devido acompanhamento médico, e no caso de remédios como ansiolíticos e antidepressivos, essa atenção deve ser ainda maior.
No entanto, em muitos casos, o uso de medicamentos psicotrópicos é fundamental no enfrentamento dessas doenças. Isso porque, para muitos, os sintomas podem ser mais fortes, e até severos, e seu tratamento envolve também a psicoterapia, a alimentação adequada, exercícios físicos e mudanças na rotina. Tudo isso, em conjunto, é efetivo, mas leva tempo para fazer efeito.
De acordo com dados do Ministério da Saúde, cerca de 15% dos brasileiros têm transtorno depressivo em algum momento da vida, sendo a prevalência entre mulheres ainda maior, em torno de 20%. Já a Organização Pan-americana de Saúde (Opas) revela que mais de 18 milhões de brasileiros convivem com transtornos ansiosos, o que converte nosso país num dos mais “ansiosos” do mundo.
Nesse sentido, os medicamentos psicotrópicos acabam funcionando como uma “ponte” entre o início do tratamento, em que esses sintomas estão mais fortes, e o momento em que o paciente já consegue lidar com eles sem a necessidade desse auxílio. É a partir disso que se entende a necessidade e importância dessas medicações, responsáveis por salvar milhares de vidas por ano.
Mas apesar de existirem pessoas que tem resistências aos medicamentos psicotrópicos, há outras que fazem o uso de maneira indevida, sem qualquer acompanhamento. Esse comportamento é de alto risco para a saúde, tanto a mental quanto a física, já que sem o devido conhecimento médico o uso dessas substâncias tem uma série de consequências.
A psicanalista e docente do Centro Universitário UniBRAS Montes Belos, Carolina Almeida, explica que é de extrema importância o cuidado com esses fármacos, e que em casos mais agudos em que há a necessidade do uso de medicamentos psicotrópicos, é necessário um trabalho conjunto do psiquiatra e do psicólogo. Aqui no blog já falamos sobre os tipos mais comuns de psicoterapia e suas abordagens sobre os sofrimentos psíquicos.
“Há casos em que uma pessoa não tem pensamento suicidas, mas tem uma vontade de ‘deixar de existir’, e o medicamento pode ser perigoso nesse momento. Por isso a medicação é importante em casos mais agudos, mas é necessário o acompanhamento adequado para que essa pessoa não se perca no uso do fármaco”, argumenta.
A docente cita casos em que o uso dos medicamentos psicotrópicos é feito em altas doses para que se alcance efeitos sedativos, ou mesmo em momentos de crise para atenuar os sintomas, e esse uso indiscriminado pode provocar sérios danos à saúde. Ela também entende que nem todos os casos há a necessidade de medicação, já que certos desconfortos psíquicos são naturais em determinados momentos da vida.
“Em alguns casos como o fim de um relacionamento, ou uma crise existencial, somente um acompanhamento psicológico pode ser efetivo. E com o uso indiscriminado desses fármacos, a pessoa pode neutralizar esses sentimentos ruins a ponto de deixar de tomar decisões importantes na vida”.
Aproveitando as celebrações do Setembro Amarelo, e entendendo que, dentro da comunidade acadêmico, há uma relevância especial quando se fala em saúde mental, separamos abaixo 5 pontos sobre o uso de medicamentos psicotrópicos.
- Acompanhamento médico
É imprescindível, antes de se fazer o uso de medicamentos psicotrópicos, uma visita à um médico psiquiatra. Esse é o profissional habilitado para atender, compreender, diagnosticar, receitar e acompanhar pessoas com questões de saúde mental.
Além de ter o devido conhecimento das condições que podem afetar os pacientes, o médico psiquiatra também sabe diferenciar os sintomas, que podem ser confusos. Também é altamente recomendada a realização de exames, como o hemograma ou o encaminhamento com outros especialistas, como o neurologista.
Isso porque muitas vezes as doenças mentais podem ser desencadeadas por questões fisiológicas, como desequilíbrio hormonal, por exemplo, embora esse não seja o cenário em todos os casos.
- Entender como funciona a medicação
É do senso comum entre muitas pessoas que um antidepressivo existe para tratar a depressão. Isso não é totalmente falso, mas não compreende todos os usos dessa medicação, já que antidepressivos variados podem ser utilizados parar tratarem casos de ansiedade, transtorno obsessivo-compulsivo, entre outros quadros.
Por isso é importante entender, junto ao médico, como funcionam esses medicamentos psicotrópicos, e os objetivos que devem ser alcançadas com eles. Além disso, essas medicações podem apresentar efeitos-colaterais importantes, e ter conhecimento deles ajuda a driblá-los melhor.
É relevante também estar de olho em eventuais interações medicamentosas. Por isso, o médico sempre deve ter conhecimento de todos os medicamentos utilizados pelo paciente, que também deve estar atento ao utilizar novas medicações.
- Fazer o uso correto desse medicamento
No tratamento de condições mentais, alguns detalhes rigorosos podem fazer grande diferença nos resultados apresentados. O primeiro deles é fazer o uso dos medicamentos psicotrópicos de maneira correta, ou seja, diariamente, em horários e doses recomendadas. Isso é extremamente relevante para entender a efetividade dessas medicações.
Outro ponto de atenção é não exceder a dose dessas medicações, já que muitas delas, quando utilizadas de maneira inadequada, podem causar dependências física e psicológica.
Além disso, não se deve parar de tomar esses remédios abruptamente e por contra própria, já que muitas delas apresentam sintomas severos na retirada. Somente o médico é quem sabe o tempo e a maneira adequada em retirar essa medicação. Em alguns casos, esses remédios inclusive têm seu uso recomendado permanentemente.
- Estar atento a eventuais reações
Medicamentos psicotrópicos podem apresentar reações muito diferentes de uma pessoa para outra. É por isso que é preciso estar atento ao que se sente, mental e fisicamente. A partir do devido uso e acompanhamento, é possível saber quando essa medicação não está adequada.
Em casos de eventual rejeição, não há necessidade de preocupação. O médico fará a retirada ou adaptação de dose do medicamento, assim como a introdução de outros fármacos, se necessário. Para além disso, muitas condições permitem vários tipos de intervenções medicamentosas diferentes.
- Cuidar de todo o resto do tratamento
Nem todos os tipos de tratamento para saúde mental envolvem o uso de medicamentos psicotrópicos, mas todos eles, usando fármacos ou não, envolve os cuidados necessários para o bom funcionamento do corpo e da mente, com destaque para a boa alimentação e a prática de exercícios físicos regulares.
Adicionalmente, é extremamente relevante o acompanhamento psicoterapêutico em qualquer condição que envolva saúde mental. (Texto: Bruno Corrêa – Assessoria de Comunicação Ecossistema BRAS Educacional)
Atenção: esse texto trata de assuntos sensíveis sobre saúde mental. Caso sinta algum desconforto sobre a temática, você pode optar por retornar em algum outro momento. Além disso, se precisar de ajuda, pode contar com o apoio do Centro de Valorização da Vida (CVV), clicando aqui ou ligando 188. O serviço é grátis e funciona 24h, todos os dias da semana.
por leonardo santos | dez 12, 2023 | Dicas, Educação, Saúde
Entenda como a nutrição e estudos devem andar de mãos dadas
É comum que, quando precisamos nos debruçar sobre os livros, pensemos em uma rotina saudável de estudos. Ela deve envolver, antes de qualquer coisa, muito tempo disponível para entrar a fundo no conteúdo, afastar distrações e manter a constância. Mas não são só as horas estudadas que remetem a bons resultados finais: nutrição e estudos têm muito mais em comum do que muitos imaginam.
Vale lembrar que, para se alcançar a excelência, é preciso antes de tudo manter uma rotina saudável de estudos, e isso deve incluir, entre outras coisas, boas horas de sono, momentos de descanso, exercícios físicos diários e também uma boa alimentação. É entendendo a conexão entre nutrição e estudos que separamos aqui no blog algumas dicas.
Para listar essas dicas, contamos com o apoio da nutricionista e coordenadora do curso de Nutrição do Centro Universitário UniBRASÍLIA de Goiás, Lionora Francisca. Ela explica que a relação entre a nutrição e estudos são acompanhados de perto por vários especialistas da área. “Grandes nomes da Nutrição evidenciam a importância de hábitos alimentares saudáveis para o pleno funcionamento cognitivo. Uma alimentação adequada desempenha um papel crucial na manutenção da concentração, na memória e na capacidade de aprendizado”, revela.
- Ômega-3
Investir em uma rotina saudável de estudos também é estar atento ao pleno funcionamento cognitivo e do cérebro em geral. Por isso, a docente explica que alimentos ricos em Ômega-3 são fundamentais para a saúde cerebral.
“Esses alimentos contribuem para a formação de neurônios e a transmissão eficiente de impulsos nervosos, essenciais para absorver e reter informações”, argumenta Lionora.
Entre os alimentos que são ricos nesses ácidos graxos estão as nozes, os peixes e a semente de linhaça.
- Alimentação equilibrada em nutrientes
Se para muitos a relação entre nutrição e estudos não está tão clara, é imprescindível observar o devido equilíbrio e variedade de nutrientes para que se obtenha bons resultados.
Uma dieta balanceada, repleta de frutas, vegetais, grãos integrais e proteínas magras deve fazer parte de qualquer rotina saudável de estudos. Esses alimentos fornecem os nutrientes essenciais para a manutenção da energia ao longo do dia, evitando picos de açúcar no sangue que poderiam levar a quedas de concentração.
- Atenção aos hábitos alimentares
Não é só sobre o que se come, mas também da maneira que esses alimentos são ingeridos. Lionora explica que fazer pequenas refeições ao longo do dia, em intervalos regulares, também é importante numa rotina saudável de estudos.
“Esse hábito mantém o nível de glicose estável no sangue, garantindo um fornecimento constante de energia ao cérebro”.
- Fuja dos ultraprocessados
No âmbito da ligação entre nutrição e estudos, é fundamental entender que os ultraprocessados não prejudicam somente a saúde física, como também a mental e cognitiva. “Evitar alimentos altamente processados e ricos em açúcar é uma recomendação unânime entre os especialistas”,revela a educadora.
A explicação é que esses alimentos tendem a causar flutuações drásticas nos níveis de açúcar, afetando negativamente a concentração e a produtividade, tudo que quem deseja uma rotina saudável de estudos não pode ter.
Estão na lista desses alimentos grande parte dos produtos industrializados, refrigerantes e ainda alimentos de redes de fast-food.
- Mantenha-se hidratado
Parece óbvio, mas não há como manter uma rotina saudável de estudos sem a devida ingestão de água. É que o bom funcionamento do corpo depende fortemente do consumo adequado dela, e isso se reflete fortemente nas funções cognitivas do estudante.
“A hidratação adequada não deve ser subestimada. Estudos demonstram que a desidratação pode prejudicar a função cognitiva, diminuindo a capacidade de foco e memória. Portanto, manter-se bem hidratado é tão importante quanto escolher os alimentos certos”.
(Texto: Bruno Corrêa – Assessoria de Comunicação do Ecossistema BRAS Educacional)