Atleta João Pedro

Atleta João Pedro

Na vida, às vezes começamos com poucas expectativas… mas com apoio, dedicação e oportunidades, podemos ir muito além do que imaginamos. 💙  
 
João Pedro Ramos, aluno do curso de Educação Física – Bacharelado da UNIBRAS Montes Belos, iniciou sua trajetória acadêmica de forma tímida, sem grandes perspectivas. Porém, desde o início, a coordenadora do curso, Profª. Esp. Elaine Cristina dos Santos, enxergou nele um enorme potencial.  
 
Com o apoio fundamental da intérprete Milva Mendes, que o acompanha desde o segundo período, João Pedro passou a explorar um novo universo: o da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e da comunidade surda. Esse contato foi transformador — não apenas na comunicação, mas em toda a sua forma de ver o mundo.  
 
Foi também nesse caminho que ele conheceu o futsal para surdos, onde encontrou uma nova paixão e uma oportunidade de crescimento.   
 
Durante um evento, João Pedro foi descoberto por olheiros e convidado a integrar a Seleção Brasileira de Surdos. A partir daí, sua história ganhou novos horizontes: viagens internacionais, participação em campeonatos nacionais e internacionais e a conquista de diversas medalhas. 🏅🌍  
 
Hoje, no sexto período do curso, João Pedro é um exemplo de superação, dedicação e evolução. Participa ativamente das aulas, desenvolveu significativamente seu potencial cognitivo e, acima de tudo, tornou-se um agente de transformação dentro da sala de aula.  
 
Sua presença contribui diretamente para o crescimento dos colegas, promovendo a inclusão, o respeito e a troca de conhecimentos. Ele nos mostra, todos os dias, que aprender e ensinar ultrapassa qualquer barreira — inclusive a da comunicação.  
 
💬 João Pedro não apenas constrói sua própria história, ele inspira todos ao seu redor.  
 
Profa. Esp. Elaine Cristina dos Santos  

 

 

Da UniBRAS para o Mundo: Ciência e Excelência na Medicina Veterinária

Da UniBRAS para o Mundo: Ciência e Excelência na Medicina Veterinária

A produção científica do Centro Universitário UniBRAS Montes Belos acaba de romper fronteiras e alcançar as páginas de uma das mais prestigiadas publicações científicas dos Estados Unidos. Os médicos veterinários Aryelle Skarllat Monteiro Barbosa e Gabriel Monteiro Barbosa, egressos da turma de 2025, celebraram a publicação de seu artigo na revista norte-americana Case Reports in Veterinary Medicine, do renomado grupo editorial Wiley. O estudo é fruto de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) que transformou um desafio clínico real em conhecimento global, reafirmando o compromisso da instituição com a excelência acadêmica.

O trabalho destaca a complexidade e o sucesso de uma intervenção cirúrgica ortopédica em uma cadela Husky Siberiano. O caso, acompanhado pelos então estudantes em São Luís de Montes Belos, exigiu alta precisão técnica e um olhar clínico humanizado, já que a paciente enfrentava fraturas graves e um quadro delicado de saúde. A trajetória da dupla — desde o centro cirúrgico até a redação do TCC — demonstra a força da formação prática oferecida pela UniBRAS, que prepara seus alunos para solucionar desafios reais com rigor científico.

O impacto da publicação foi tão significativo que atravessou fronteiras acadêmicas: após o destaque internacional, Aryelle e Gabriel foram convidados pela Open Veterinary Journal, outra importante revista científica global, para integrar seu corpo de revisores. Hoje, os egressos da UniBRAS atuam diretamente na avaliação científica de novos trabalhos submetidos à revista, participando ativamente do seleto grupo de profissionais que validam a produção científica mundial na área da Medicina Veterinária.

Para a UniBRAS, ver profissionais recém-formados alcançarem o posto de avaliadores internacionais é o maior testemunho da qualidade de nosso ensino. O sucesso de Aryelle e Gabriel é motivo de orgulho para toda a comunidade acadêmica e inspira futuros profissionais a transformarem seus estudos em contribuições de relevância global. Convidamos todos a conferirem este trabalho que abriu portas para o mundo pelo link: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1155/crve/4144812

 

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Como utilizar a IA para estudar melhor

Como utilizar a IA para estudar melhor

Recursos de inteligência artificial podem facilitar a vida de docentes e professores quando bem utilizados Ver a inteligência artificial como inimiga da Educação já é uma ideia um tanto quanto ultrapassada. Entre educadores de todos os níveis de ensino há hoje uma construção de consenso sobre as possibilidades em se utilizar a IA para estudar melhor – e ensinar também. Tudo depende da maneira como se utiliza essas ferramentas, assim como outros recursos tecnológicos em que estamos familiarizados há mais tempo. Muito além dos famosos recursos de redação, resumo e plágio que assustaram docentes em todo o mundo, outros recursos bem empregados podem ser aliados de alunos e docentes quando o assunto é usar a IA para estudar melhor. Algumas atividades repetitivas e maçantes podem ser delegadas à ferramenta, por exemplo, o que pode liberar mais tempo para outros conteúdos de relevância. O pedagogo e docente da UniBRAS Digital, Rafael Moreira, explica que a inteligência artificial pode contribuir bastante para a aprendizagem, desde que algumas condições sejam respeitadas. Para o educador, a chave está em entender o que se quer das plataformas de IA, e assim saber demandar e se utilizar dessas ferramentas de forma clara e adequada. “A IA não pode ser uma ferramenta determinante para que o aluno ou professor atribua a ela suas responsabilidades pessoais no processo educacional. Isso porque a partir do momento em que se delega à inteligência artificial uma atribuição que na verdade é nossa, como seres pensantes, isso nos transforma em sujeitos passivos na jornada da Educação, e o pensamento crítico é prejudicado”. Para ele, essas ferramentas podem ser parceiras do estudante ou do professor no sentido de aperfeiçoar conteúdos, de acordo com a necessidade de cada um. Mas isso não deve, porém, substituir a criação, com esforço pessoal, desses conteúdos em si. Pensando na constante evolução das ferramentas educacionais, e na busca por melhores fontes de facilitação de rendimento de educadores e estudantes, selecionamos aqui algumas formas em que se pode utilizar a IA para estudar melhor. 1. Corrigir textos Quem está familiarizado com escrever textos frequentemente sabe que não se pode entregar qualquer material sem antes revisá-lo atentamente. Gramática, concordância, pontuação, são muitas as possibilidades de equívocos. No entanto, muitas vezes simplesmente revisar não é suficiente: há erros que passam despercebes, mesmo aos olhares mais atentos. É aí que entra a inteligência artificial: solicitar à ferramenta que revise todos o texto depois de revisá-lo pessoalmente diminui drasticamente as chances de entregar o conteúdo escrito de maneira inadequada. Mas não basta apenas escrever e pedir correção, já que a IA não está isenta de erros. É importante fazer uma revisão antes, e utilizar a ferramenta tecnológica para uma checagem dupla. Também é importante pedir à IA para que explique as substituições feitas, no sentindo de entender quais seriam esses erros e assim aperfeiçoar a escrita. Além disso, nem toda substituição faz sentido, e a última decisão deve ser sempre do autor. É nesse momento que o estudante ou docente impõe sua autonomia intelectual, fundamental nos processos de aprendizagem e ensino. 2. Organizar materiais educativos O estudante ou professor que nunca teve problemas para fazer uma planilha não sabe o que é passar por um perrengue. Algumas atividades demandam mais que conhecimento, como habilidades técnicas que muitas vezes não dominamos. E a inteligência artificial pode ser uma grande parceira nesses momentos. A IA pode ajudar a organizar materiais por temas e afinidades, separar conteúdos para planilhas e organogramas, ajudar com prompts para ferramentas como o Excel, auxiliar na realização de slides e outras apresentações. As possibilidades são infinitas, e os resultados podem ser empolgantes. Vale lembrar que é preferível ir construindo esses conteúdos junto à IA, e não simplesmente delegar os conteúdos à ferramenta em sua totalidade, já que ao construir esses materiais desenvolvem-se etapas fundamentais no processo de aprendizagem. E quando se pensa em utilizar a IA para estudar melhor, também é relevante pedir auxílio à ferramenta para entender as dúvidas de maneira construtiva, em que se aprende com autoridade e se consiga no futuro replicar esse conhecimento adquirido sem a ajuda da tecnologia. 3. Entender erros e superar falhas Receber uma prova corrigida em que muitas questões estavam incorretas é uma frustração no mundo acadêmico, mas mais importante que buscar boas notas é justamente absorver o conteúdo adequadamente. Para isso, também se pode utilizar a IA para estudar melhor, já que a ferramenta pode avaliar e apontar os eventuais erros e as respostas corretas. É importante ter a disposição em entender de forma didática o erro, e tentar fazer o exercício de maneira distinta ao que foi aplicado no teste ou trabalho. Outro ponto de atenção é que, em caso que persista a dúvida, torna-se essencial revisar o conteúdo com o professor, já que ele é a referência no assunto. Por último, não se deve obviamente utilizar da inteligência artificial para resolver questões e problemas, já que a prática do exercício é imprescindível para o aprendizado. 4. Converter conteúdos para texto Se há um exercício realmente desanimador é converter o conteúdo de gravações de áudio ou vídeo, com aulas, explicações de docentes ou mesmo eventos e palestras, em texto. Passa-se muito tempo para conseguir decupar um conteúdo de minutos, por exemplo, e assim a produtividade do tempo de estudo é fortemente prejudicada. Mas encaminhar esse conteúdo à ferramentas de IA pode ajudar a economizar muito do tempo de revisão do conteúdo, e essa economia de tempo pode ser remanejada para outras atividades que de fato são mais produtivas. Além das tradicionais plataformas de chat de inteligência artificial, a ferramenta Blip Vira Texto, por exemplo, é uma forte aliada quando o assunto é transcrever áudios de WhatsApp, isso sem necessidade de exportar o conteúdo para outras plataformas. Outro recurso interessante pode ser converter arquivos PDF, com os seus mais variados tipos de mídia – como gráficos e organogramas – em texto. Também vale pedir um resumo para a plataforma IA caso o tempo esteja curto, extraindo assim do material seus pontos de maior relevância. (Texto: Bruno Corrêa – Assessoria de Comunicação Ecossistema BRAS Educacional)
Docentes apontam os maiores temas da Educação em 2026

Docentes apontam os maiores temas da Educação em 2026

Especialistas do Ecossistema compartilham suas perspectivas sobre a sala de aula e seus desafios para esse ano Não parece, mas a década de 2020 já passou da metade. Em cerca de 6 anos, passamos por uma pandemia, cenários político e internacional instáveis e mais uma leva de inovações tecnológicas. Inevitavelmente, esse cenário afetou a maneira como aprendemos e ensinamos. Como de costume nos primeiros meses do ano, é comum que nos perguntemos quais são os maiores temas da Educação em 2026. Enquanto para alunos essas transformações significam novas formas de aprender, para os docentes há o desafio em navegar nesses novos temas, com domínio do conteúdo e atendendo às exigências dos avanços das inteligências artificiais e às pressões profissionais. Dessa forma, para entender os maiores temas da Educação em 2026 é preciso ouvir quem está à frente da sala de aula. Quando essa temática retorna ao nosso blog, buscamos identificar no docente o maior especialista, considerando que ele acompanha de perto as possibilidades e novas realidades da Educação, e por outro lado identifica as lacunas no processo de aprendizagem. Os docentes consultados na matéria lecionam em instituições de ensino do Ecossistema BRAS Educacional, e alguns também estão na educação básica. Neurodivergência em sala de aula Com a maior atenção à saúde e evolução dos diagnósticos, houve o crescimento também da consciência da diversidade de tipos de aprendizagem, de traços de personalidades distintos, e perfis de alunos – que influenciam diretamente na maneira de assimilar os conteúdos e interagir em sala de aula. Também surgiu a reflexão sobre as possibilidades e desafios desses futuros profissionais no mercado de trabalho. É a partir dessa nova perspectiva que surge o termo neurodivergência – ou neurodiversidade. Na visão da bióloga e docente da UniBRAS Juazeiro, Carla Regine França, esse é um dos maiores temas da Educação em 2026. Para a educadora, é interessante ter um foco no desenvolvimento desses estudantes em sala de aula, e as exigências que cada uma delas apresenta. Quando falamos em neurodiversidade, podemos apontar alunos com algum prejuízo no neurodesenvolvimento, como pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) ou transtorno de déficit de atenção com ou sem hiperatividade (TDAH). Mas também podemos incluir alunos com vantagens na aprendizagem, como aqueles com altas habilidades e superdotação (AHSD). São muitas as possibilidades, mas há uma unanimidade: todos precisam de suporte adequado. E é justamente nesse ponto que Carla argumenta como de maior atenção para a Educação no momento. “Acho interessante esse tema, mas muitos professores não estão preparados para confrontá-lo. Há educadores que precisam de formação para aprenderem a atuar nas mais diversas situações”, reflete. A docente chama a atenção para a necessidade de capacitação de todos os profissionais que atuam nas instituições de ensino. Ela explica que isso inclui não só o docente, mas também todos os funcionários dessas escolas e faculdades, em todos os níveis do ensino. Atualidade inserida no plano de ensino Para o pedagogo e docente do Centro Universitário UniFACTHUS, Bruno Inácio, a formação integral, com enfoque não somente no conteúdo da matéria de forma isolada, mas também nas ligações e implicações desse conteúdo com o mundo fora da sala de aula, é um dos maiores temas da Educação em 2026. Para ele, não há como formar alunos pensantes sem enxergar o que está acontecendo no cotidiano. Ao se recusar em considerar a Educação como um fator isolado e confinado à instituição, Bruno destaca que em seu plano de ensino sempre relaciona os conteúdos estudados com o que está acontecendo na atualidade, seja de caráter cultural, econômico, político ou social em geral – priorizando a atuação social em todas as áreas de formação. “Como se promove uma formação educacional sem estar vinculada ao que está acontecendo na sociedade? Simplesmente não tem como. Quando o objetivo é uma formação integral do indivíduo, é preciso ter como princípio formar o profissional para que ele possa atuar em sociedade”, argumenta. Dessa maneira, o educador prioriza em suas aulas o ensino do conteúdo básico de cada formação profissional, adicionando ao debate questões sociais relevantes, acontecimentos da atualidade e interpretações críticas da realidade. A função da instituição de ensino O pedagogo e docente da UniBRAS Digital, Rafael Moreira, está mais reflexivo sobre o papel das instituições de ensino em si. Para ele, no pós-pandemia, a Educação teve um enfoque maior no fator emocional de alunos e docentes, e houve protagonismo da educação emocional nesse processo. Mas agora ele alerta que a sociedade e o campo educacional como um todo estão com os olhos voltados para a escola. Falando de Educação em todos os níveis de ensino, Rafael explica que hoje há uma preocupação maior em avaliar se a instituição está cumprindo seu objetivo de ensinar, com destaque para os métodos de ensino e suas efetividades. O educador aponta que as novas tecnologias também se inserem nesse contexto, mas que hoje o próprio Ministério da Educação está de olho nas avaliações de alunos e docentes. “Eu penso que o desafio hoje é o aprendizado. Será que os alunos realmente estão aprendendo? Será que estamos entendendo qual a melhor forma de ensino? Há um desafio sobre a avaliação, os novos conceitos e os novos marcos regulatórios do MEC para entender como estão esses alunos. Vimos recentemente as notas do ENAD e do EnaMed”, aponta. Rafael acredita que é momento de pensar sobre o que as instituições de ensino podem agregar de diferente, e o que elas estão fazendo no sentido de formação desses estudantes. Ele também chama a atenção para a necessidade de verificação da eficácia na formação profissional dos educadores, inserindo esse tema no contexto atual de autorreflexão do campo educacional. A relevância do docente versus a tecnologia Enquanto a inteligência artificial assusta alguns docentes e os prende na direção contrária a essas plataformas, o pedagogo e docente do Centro Universitário UniFACTHUS, Roberto Campos, já se vê mais a frente nesse debate. Ele destaca que as novas tecnologias não só não ameaçam os docentes, mas reafirmam sua importância, considerando o professor como ponte entre os dados apontados e os problemas reais. Para ele, um dos maiores temas da Educação em 2026 é entender como as políticas educacionais podem moldar o desenvolvimento humano. “A IA que cria conteúdo e ferramentas que se adaptam já é comum. O desafio agora não é somente usá-la bem tecnicamente, mas integrá-la ao ensino. O foco muda da ferramenta em si para o seu objetivo educacional”, argumenta. Direcionando para o ensino de adultos, o especialista defende que com o maior escalonamento de tarefas repetitivas à IA, surge mais tempo para as interações humanas insubstituíveis. Por isso a formação docente deve mudar o foco para outras funções, como o uso criativo dessas ferramentas, o combate a barreiras digitais e a garantia de que a tecnologia seja empregada como um meio de inclusão. Nesse raciocínio, Roberto aponta que o docente deve desempenhar funções de orientação para o senso crítico, incentivar pensamentos complexos, ajudar em questões éticas e emocionais, e apontar experiências de valor. Logo, ele entende como essencial uma formação docente adaptada a essa nova realidade. “É preciso entender como formar professores para que eles possam criar experiências de aprendizado importantes em parceria com a inteligência artificial, e não apenas para utilizá-la de forma impulsiva”. (Texto: Bruno Corrêa – Assessoria de Comunicação BRAS Educacional)
Trabalhar e estudar: dicas para enfrentar melhor a dupla jornada

Trabalhar e estudar: dicas para enfrentar melhor a dupla jornada

Em um mundo ideal, todos que optassem por seguir o caminho acadêmico deveriam ter disponibilidade integral para se dedicar aos estudos. Mas na realidade de muitos estudantes dividir o tempo entre trabalhar e estudar é indispensável para a sua sustentabilidade econômica, e inclusive para arcar com os custos da faculdade. Se o ensino superior exige uma boa disponibilidade de tempo e dedicação, para os estudantes que precisam trabalhar e estudar para se manterem esse desafio é ainda maior. Dividir a rotina com horas de aula, emprego, tempo de estudo, deslocamento, alimentação e afazeres domésticos pode ser desgastante, e exige uma boa estratégia de uso de tempo e energia. Enquanto o termo “nem-nem” se populariza para definir jovens que não estudam nem trabalham, quase 8 milhões de brasileiros entre 15 e 29 anos precisam estudar e trabalhar ao mesmo tempo, de acordo com o IBGE em 2022. Isso representando cerca de 15,7% da população nessa faixa etária. Para esses jovens, o tempo é um ativo de alto valor, e a disciplina é essencial para se equilibrar nessa balança. O pedagogo e docente da UniBRAS Digital, Rafael Moreira, explica que dependendo da rotina enfrentada pelo estudante, a experiência pode ser maçante. Compartilhando um pouco da sua experiência pessoal como estudante, ele explicou que durante a graduação também precisou trabalhar e estudar, e que não era fácil. “Nesses quase vinte anos de docência, sendo quinze lecionando no ensino superior, eu já tive vários alunos que trabalhavam e mesmo assim se destacavam, tinham a consciência que precisavam estudar porque era do seu suor que saiam seu sustento e muitas vezes o sustento da casa. Por outro lado, nem sempre passar uma atividade para casa tinha bons resultados, ou em trabalhos em grupo em que todos tem tempos diferentes”. Pensando nisso, Rafael conta que nesses casos prioriza atividades em sala de aula, ou com pontuação extra, para aproveitar ao máximo o potencial desse aluno presente, porque outras atividades fora da instituição podem não ter um rendimento semelhante. Ele enfatiza também o caso de muitas alunas que são mães, e por isso ainda dividem seu tempo para funções da maternidade. Com foco nesses jovens, que precisam ter uma boa desenvoltura para alcançarem seus objetivos, reunimos abaixo algumas dicas que apodem ajudam a enfrentar a dupla jornada de maneira mais tranquila e com melhores resultados. 1. Estabeleça uma rotina Se o estabelecimento de uma rotina é uma maneira importante para todos, independente das suas responsabilidades, isso é ainda mais relevante para quem tem uma dupla jornada. Também vai além de somente se ajustar aos horários das aulas e do emprego. É preciso reservar um período no dia para estudar e revisar conteúdos, se alimentar, fazer exercícios físicos e mesmo descansar. Por isso, estabelecer blocos de tempo para as atividades com um planejamento estratégico bem estruturado, e organizar um calendário único com a lista de atividades e objetivos é fundamental para um bom rendimento. 2. Otimize seus métodos de estudo Trabalhar e estudar exige dos estudantes uma boa gestão de tempo, e por isso encontrar métodos de estudo que se adaptem aos seus perfis e necessidades é crucial. Revisar conteúdos diariamente, fazer resumos e mapas mentais, e separar um tempo para leitura de maneira estratégica estão entre os métodos possíveis e de melhor resultado. Outra opção é aproveitar momentos como o deslocamento entre a casa, o trabalho e a faculdade para revisão de atividades ou escutar podcasts sobre a matéria abordada em sala de aula. A tecnologia também é aliada com aplicativos de produtividade, gravação de conteúdo, fotos de textos em sala de aula e mesmo o auxílio da inteligência artificial para revisões ortográficas e indicação de fontes de pesquisa. 3. Respeite seu corpo Não adianta ignorar o corpo: uma vez que ele sinalizou uma necessidade é preciso atendê-la. Isso significa manter uma boa rotina de sono respeitando as horas mínimas, se alimentar de forma saudável, estabelecer um tempo para exercício físico e cuidar da saúde mental com terapia e meditação. Também é preciso estar atento aos abusos, como o excesso no consumo de energéticos, o sedentarismo e o uso indiscriminado de medicamentos. Procure alimentos naturais e saudáveis, e visite o médico regularmente. Em caso de emergências, voltar umas casas atrás é fundamental. É preciso entender que sem a saúde em dia, seu potencial nos estudos e no trabalho pode não ser bem aproveitado. 4. Mobilize uma rede de apoio Ninguém vive sem a ajuda do próximo, e no caso de estudar e trabalhar, receber apoio de pessoas próximas faz toda a diferença. Pode ser da família, dos amigos, colegas de trabalho ou da faculdade qualquer empurrãozinho já está valendo, nas mais variadas possibilidades. No caso das atividades domésticas ou alimentação, familiares ou outras pessoas com quem você mora juntos podem ajudar bastante. Já na instituição de ensino, formar grupos de estudos e compartilhamento de conteúdos, revisões e resumos, além de estudarem juntos para provas e atividades faz a diferença. 5. Busque uma modalidade de ensino que funcione para você Com o avanço da tecnologia, estudar ficou mais fácil, e também surgiram novas formas de cursar o ensino superior. Como nem todos tem disponibilidade e disposição para estarem todos os dias na instituição de ensino, as modalidades de ensino à distância podem ser uma opção, seja híbrido ou totalmente a distância. Após a pandemia, as carreiras EaD tomaram conta do ensino superior brasileiro, com diversos cursos de alta qualidade e que se adaptam a rotina e necessidade de milhares de estudantes. (Texto: Bruno Corrêa – Assessoria de Comunicação Ecossistema BRAS Educacional)

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