por leonardo santos | set 11, 2026 | Dicas, Saúde
Como ter uma mente saudável te ajuda a estudar melhor
Pensar em bem-estar mental como algo essencial para a saúde e qualidade de vida é um fator por si só muito importante para qualquer indivíduo. Mas para aqueles que tem uma vida acadêmica ou profissional agitada, as conexões entre saúde mental e produtividade são um motivo a mais para o cuidado da mente, alertam especialistas em centenas de estudos recentes.
O sofrimento mental acompanha a rotina de cerca de 1 bilhão de pessoal no mundo todo, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). A mesma instituição, junto à Organização Mundial do Trabalho (OIT), faz um alerta quanto às ligações entre saúde mental e produtividade, já que afastamentos no trabalho por ansiedade e depressão trazem prejuízos de mais de 1 trilhão de dólares por ano.
Fatores de adoecimento mental e estresse, quando comparados ao desempenho acadêmico e profissional, traçam uma clara relação entre saúde mental e produtividade. Por isso especialistas enfatizam que quanto melhor o estado de saúde – física e psicológica – melhores os resultados de produtividade, afetando diretamente a satisfação pessoal, a carreira, a sustentabilidade financeira e a autoestima.
A psicóloga e coordenadora do curso de Psicologia da UniBRAS Quatro Marcos, Aline Ester, explica que a saúde mental é responsável pela organização da nossa existência e personalidade, e é base para o desenvolvimento, aprendizagem, personalidade e comportamento do indivíduo. Nesse sentido, quando a saúde mental está prejudicada, toda a estrutura também se vê prejudicada.
“Quando a saúde mental está comprometida, as habilidades, comportamentos, a personalidade e a capacidade de aprender e se desenvolver também estão em risco. Assim, a pessoa pode ter dificuldades no trabalho, no estudo, nos relacionamentos e até no autocuidado. Também pode afetar diretamente em habilidades cognitivas, como atenção, foco, concentração e até na memória”, argumenta.
A também psicóloga e coordenadora do curso de Psicologia da UniBRAS Rio Verde, Simone Pereira, coincide sobre a relação entre saúde mental e produtividade. Ela argumenta que as alterações mentais e emocionais afetam a cognição de maneira direta, e não só o humor do indivíduo.
“São respostas químicas, neurológicas. Quando há o adoecimento mental, ocorrem alterações sinápticas, afetando a cognição. Isso gera prejuízos no funcionamento do pensamento, na atenção, concentração e no foco. Há lentidão no processamento de informações”, relata a profissional.
Para entender melhor como saúde mental e produtividade estão diretamente conectadas, separamos abaixo 5 pontos de atenção entre os dois temas.
Depressão, ansiedade e reserva cognitiva
Para além de todos os sintomas desagradáveis do adoecimento mental, há um elo ainda mais profundo entre a saúde mental e a produtividade que é fortemente prejudicada com doenças como ansiedade e depressão: a capacidade cognitiva.
Pesquisas tem mostrado que pacientes com doenças mentais são afetados em sua capacidade de aprendizado, entendimento e processamento de dados e informações. Isso significa que o bem-estar psicológico está diretamente ligado à capacidade de aprender e estudar melhor, afetando diretamente nossa produtividade.
Além disso, especialistas notam que a depressão tem o potencial de afetar diretamente a memória, a capacidade reflexiva e a tomada de decisões de pacientes. Pessoas com transtornos de humor podem ter o que os médicos chamarem de brain frog – do inglês “névoa mental”- um estado em que a pessoa tem dificuldades generalizadas no desempenho cognitivo.
De acordo com estudos publicados no National Institutes of Health – órgão do governo americano para divulgação de pesquisas na área da saúde – até 94% dos pacientes com depressão apresentavam comprometimento cognitivo em episódios de crise, e até 44% deles continuavam com esse comprometimento mesmo quando a doença estava em remissão.
Não é difícil imaginar que esses sintomas cognitivos afetam diretamente a rotina acadêmica e profissional. Somente em 2025, o Brasil teve mais de 500 mil casos de afastamento do trabalho por causas de adoecimento mental, de acordo com dados do Ministério da Previdência Social.
Estresse e cortisol
Se engana quem pensa que somente o diagnóstico de doenças como depressão ou transtornos de ansiedade são capazes de prejudicar sua produtividade: o estresse, mesmo não fechando um diagnóstico, já traz prejuízos à cognição. E a chave está no cortisol, hormônio liberado em situações de estresse.
A manutenção elevada dos índices de cortisol no corpo tem o efeito de reduzir o hipocampo cerebral, prejudicando funções de memória, tomada de decisões, autocontrole do estresse e na concentração. Em outras palavras, quem se mantém estressado rende menos. Além disso, o estresse crônico pode ser uma antessala para o adoecimento mental.
Para chegar a essa constatação, pesquisadores do mundo todo investigaram de perto pessoas com elevados índices de estresse e cortisol, e compararam com outras pessoas com rotinas mais calmas. Um desses estudos foi publicado pela Revista Americana de Neurologia, com aproximadamente 2.200 participantes, em que os pesquisadores checavam os níveis matinais de cortisol e os relacionavam à cognição.
O estudo chegou à conclusão de que quanto maior o nível de cortisol da pessoa, mais afetados eram seus resultados na área da cognição. Uma outra revisão de vários estudos realizados nessa temático e publicado na revista americana Learning & Memory mostrou que a presença de elevados níveis de cortisol danificava a estrutura cerebral e prejudicava funções cognitivas.
O sono como reconstrutor
Muitos estudantes têm o hábito de virar noites se dedicando a leituras, produção de trabalhos e estudando para provas. Nesse sentido, se privar de sono parece aumentar a produtividade. No entanto, estudos mostram que o efeito pode ser exatamente o contrário, com a privação de sono afetando justamente na conexão entre a saúde mental e produtividade.
A falta de uma boa noite de sono já prejudica por si só a produtividade, já que a ausência de horas de sono adequadas – no mínimo 7 horas por noite – afeta diretamente a capacidade de memória e concentração, fatores fundamentais para estudos e trabalho. No entanto há outros dois pontos de destaque: não dormir bem gera estresse, que como vimos acima está diretamente ligado ao aumento do cortisol.
Se estar estressado já implica diretamente na capacidade cognitiva, o estresse também é um fator direto na manutenção de uma boa saúde mental, que por sua vez também é um fator chave para uma boa cognição. Sendo assim, não ter uma boa higiene do sono gera um fator cumulativo no bem-estar mental e físico.
Dormir bem ajuda na regulação dos níveis de cortisol no corpo, e auxilia na restauração e manutenção da boa memória, atenção e concentração. Além disso, aumenta os níveis de ocitocina e serotonina no corpo, que estão diretamente ligados ao bem-estar e menor fator de risco de sintomas ansiosos e depressivos.
Ter horas regulares e suficientes de repouso ajuda na saúde neurológica também, sendo um fator de proteção dos neurônios e processos químicos cerebrais, e tem um papel fundamental na prevenção de demências a longo prazo. Em outras palavras, o sono é restaurador e indispensável para a cognição, saúde física e mental.
Os impactos na memória
A conexão entre saúde mental e produtividade passa também pela memória, outra área chave da cognição. Pessoas que sofrem com doenças mentais ou estresse se veem prejudicadas na memória de maneira sistemática, com dificuldade em registrar e reter informações, mesmo as mais simples, e também processar informações complexas.
Isso acontece porque quem sofre de sintomas depressivos ou ansiosos tem o cérebro hiperfocado em sinais de ameaça, o que impede a fixação de informações cotidianas e neutras. Além disso, a sobrecarga de informações de uma pessoa nessa condição atrapalha na retenção de memórias cotidianas.
A maior concentração de cortisol, o hormônio do estresse, diminui em volume a região do hipocampo, responsável pelo processamento de informações nas memórias episódica e de trabalho. A atenção também é prejudicada pela menor ativação do córtex pré-frontal, enquanto a dinâmica do adoecimento mental tem um viés de foco em memórias estressantes.
Essa dinâmica toda sobrecarrega o cérebro já alterado, o que também dificulta o registro de novas memórias. Em resumo, a rotina acadêmica e profissional é fortemente afetada, já que a memória é vital para o bom desempenho intelectual.
Atenção à demanda por produtividade
Ter uma rotina e hábitos que podem maximizar a produtividade é comum e saudável do ponto de vista da organização de trabalho. No entanto, se exigir ou ser exigido por terceiros constantemente, de maneira exagerada e desproporcional, além de traçar objetivos irrealistas – que não acompanham a real capacidade pessoal – também pode prejudicar a saúde mental e sabotar a produtividade.
A pressão por alto desempenho pode ter um efeito devastador na saúde mental, com diversos estudos demonstrando altos índices de adoecimento mental em estudantes universitários, principalmente de mestrado e doutorado. No mundo corporativo, casos de burnout e esgotamento tem sido registrados em números recordes, inclusive gerando afastamentos por saúde, como mencionado acima.
Essa constante relação entre saúde mental e produtividade em ambientes de muita cobrança e excesso de demandas exige um processo de amadurecimento pessoal e institucional. Aqui no blog já falamos de situações de esgotamento no ambiente acadêmico e como evitá-las, na matéria 5 medidas simples para evitar um burnout acadêmico.
Muitas empresas e instituições de ensino têm cobrado de seus líderes maior atenção a exigências irrealistas e perfeccionismo, além de exigirem comportamentos mais éticos – evitando casos de assédio moral. Em ambientes em que as demandas são excessivas e que não há espaço para trocas pessoais e compreensão mútua, a situação pode se tornar insustentável e a produtividade cair drasticamente.
Já na esfera pessoal, é preciso estar atento às demandas excessivas, com o estabelecimento de metas realistas, e um filtro para diferenciar o que é apropriado do que não é. Isso porque nem sempre professores ou chefes atuam de maneira adequada, e os limites pessoais precisam ser estabelecidos pontualmente.
Em sentido amplo, é importante ter o amadurecimento psicológico para filtrar essas demandas, diferenciá-las e classificá-las, e principalmente estabelecer limites quando necessário. Assim, é fundamental estar atento ao cenário acadêmico e profissional, e buscar ajuda de um profissional de saúde mental quando necessário. (Texto: Bruno Corrêa – Assessoria de Comunicação BRAS Educacional).
por leonardo santos | ago 19, 2026 | Dicas, Educação
Com forte influência mundial, língua portuguesa se destaca pela diversidade e relação com diferentes povos
Que o português é uma identidade nacional brasileira, isso você já sabe. Você também deve saber que o português não é um idioma fácil de se aprender para quem não é nativo. Mas com tanta diversidade, e uma comunidade de mais de 300 milhões de falantes, com certeza há coisas que você talvez não saiba sobre o português.
Um idioma latino, como seus vizinhos espanhol, o francês e o italiano, o português surgiu na península ibérica assim como o espanhol, e isso explica por que tanta similaridade. Mas o processo de colonização dos portugueses no Brasil e várias outras regiões do globo fizeram com que ele tomasse nuances únicas, com variações que podem não ser conhecidas por todos os lusófonos.
A letróloga e docente da UniBRAS Santa Inês, Thaís Alves, explica que a língua portuguesa é um dos vários idiomas surgidos na Europa a partir do latim, mais especificamente do latim vulgar, que era utilizado no dia a dia do antigo Império Romano, ao contrário do latim formal, que era padronizado e culto. A região que hoje está Portugal fez parte desse império.
“O latim tinha duas ramificações, o clássico e o vulgar. Assim como outras línguas neolatinas, o português se deriva da variante vulgar do latim. Depois disso, o idioma foi trazido pelos europeus ao território nacional na colonização, e o hoje o Brasil faz parte da comunidade dos países lusófonos, que é o termo utilizado para se referir aos países em que o português é idioma nativo”, argumenta.
Para celebrar nosso idioma, deixamos abaixo algumas curiosidades e coisas que você talvez não saiba sobre o português, e também fatos e características linguísticas e históricas relacionadas à nossa língua.
- Presença na África e Ásia
Muito além de Portugal e Brasil, a língua portuguesa é o idioma oficial em mais de sete países: Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Guiné-Equatorial na África, além de Timor-Leste, na Ásia.
Além disso, por causa da colonização portuguesa, as regiões de Goa na Índia, e Macau, na China, também tem comunidades lusófonas. Ao todo, são nove países que fazem parte da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), totalizando cerca de 300 milhões de falantes mundiais, sendo cerca de 260 milhões de falantes nativos.
É a quinta língua mais falada no mundo, e mais de 80% dos falantes de português são brasileiros, sendo os países africanos com rápido crescimento de falantes devido ao acelerado aumento demográfico. Os portugueses formam pouco menos de 4% dos falantes do idioma mundialmente.
- Mais de 30 dialetos
Com centenas de milhões de falantes nativos, não é surpresa que as variações sejam diversas. Ao todo, os linguistas contabilizam mais de 30 dialetos da língua portuguesa diferentes, sendo 16 no Brasil e 10 em Portugal.
Os dialetos mais destacados no Brasil são o mineiro, o gaúcho, o sertanejo, caipira, baiano, nortista, nordestino, carioca e o paulistano.
- A similaridade com o galego
Na região autônoma da Galícia, no noroeste da Espanha, o espanhol divide espaço com o idioma galego, ambos cooficiais nesse território. Apesar do espanhol – ou castelhano – ter fortes semelhanças com o português, por razões históricas e geográficas, o galego é quase idêntico ao português, inclusive fortemente próximo ao português falado no norte de Portugal.
A semelhança é tanta, que muitos linguistas consideram os dois idiomas como um só, mas com variantes diferentes. Estudos mostram que o grau de inteligibilidade – compreensão – entre os dois idiomas chega até a 90%, inclusive com falantes brasileiros.
A razão é a origem comum, já que ambos os idiomas surgiram no galaico-português, antigo idioma falado na região antes da formação do Estado de Portugal. No entanto, o português foi difundido pelos continentes com a colonização portuguesa, enquanto o galego ficou restrito à região da Galícia e sofreu repressão e proibições da ditadura franquista na Espanha.
- O gerúndio quase ausente em Portugal
Uma das maiores diferenças entre o português europeu e o brasileiro é quando nos referimos a uma ação que ainda está acontecendo. Enquanto no Brasil usamos o gerúndio, em expressões como “estou fazendo” e “estou comendo”, em Portugal é mais comum que se fale “estou a fazer” ou “estou a comer”.
Embora essa não seja uma regra geral, já que alguns dialetos europeus ainda usam o gerúndio, e também devido ao fato de que a imigração e influência cultural brasileira – por meio de músicas, livros, filmes – estão mudando alguns hábitos linguísticos portugueses, o gerúndio em Portugal costuma ser secundário ou formal.
- O fronteiriço uruguaio
Séculos de contato e trocas entre brasileiros e uruguaios na fronteira dos dois países criaram um dialeto muito curioso: o Fronteiriço. Nele, há uma mistura de palavras e sotaques do português gaúcho e do espanhol uruguaio (rioplatense), numa espécie de “portunhol”, mas com características específicas dos dialetos dos dois idiomas falados na região.
Também chamado no Brasil de Misturado, e no Uruguai de Fronterizo, ou português uruguaio por alguns linguistas, o dialeto cria expressões e palavras únicas na região, e é uma ponte entre lusófonos e hispanofalantes. O Fronteiriço não tem estatuto oficial, nem regras ortográficas, e seus falantes relatam sofrer preconceito linguístico e pressão estatal em alguns setores sociais, como em instituições de ensino.
- Tu X Você
Enquanto em Portugal o “você” caiu em desuso, usando-se “tu”, no Brasil o “você” é predominante, enquanto o “tu” é mais comum em algumas regiões do sul, nordeste e norte do país, além do Rio de Janeiro. Mas no Brasil, na maioria das vezes em que o “tu” é utilizado, de maneira informal, se utiliza a conjugação da 3ª pessoa, e não da 2ª, como seria o correto.
Dessa forma, é comum dizer “tu come” ao invés de “tu comes”, com exceção de algumas comunidades em Santa Catarina e no Rio grande do Sul, onde predomina o emprego do verbo corretamente.
Já nos dialetos africanos há variações regionais e de tratamento (formal ou informal) entre o “tu” e o “você”, mas também é comum que em algumas regiões se faça o contrário: usar o pronome “você” conjugando o verbo na 2ª pessoa. Logo “você come” pode ser “você comes”.
- A morte da língua geral
Por mais de 300 anos da colonização portuguesa em território brasileiro, a língua portuguesa não era a utilizada no dia a dia. O contato dos colonizadores europeus com as línguas indígenas e idiomas dos escravizados trazidos da África deu origem a uma língua crioula brasileira, assim como aconteceu em Cabo Verde. Mas ao contrário do arquipélago africano, por aqui o idioma totalmente brasileiro caiu em desuso.
Dividido entre duas variantes, uma mais falada no sul, chamada de paulista ou tupi-guarani, e outra mais falada no norte, conhecida como amazônica, esse idioma tinha o nome de “língua geral”. Os padres jesuítas e seu processo de evangelização dos nativos foram fundamentais na criação dela, com forte influência tanto do português quanto do tupi antigos.
O início do seu declínio aconteceu em 1758 e 1759, quando o Marquês de Pombal oficializou o português como único idioma oficial do país. No entanto, a língua geral continuou predominando em grande parte do território nacional até o fim do século 19 e início do século 20, período em que o português enfim se estabeleceu.
Muitas palavras da língua geral ainda resistem no português brasileiro, algumas inclusive foram incorporadas oficialmente. A variante amazônica deu origem ao nheengatu, também conhecido como tupi moderno, que ainda resiste em algumas cidades no noroeste do Amazonas, sendo idioma cooficial do estado.
- O decreto de Getúlio Vargas
A língua geral e os idiomas nativos não foram os únicos falados no Brasil, além do português. A imigração europeia aberta no final do século 19 trouxe um influxo de milhões de pessoas de vários países, com costumes, cultura e idiomas diferentes. Por isso, vários municípios do país tinham falantes de diversos idiomas “estrangeiros”, como o alemão, o ucraniano, italiano – e suas dezenas de dialetos – e o japonês.
No entanto, esses hábitos sofreram forte resistência política de Getúlio Vargas. Seu governo coincidiu com a segunda guerra mundial, e havia o temor de que esses imigrantes e seus decendentes – especialmente da Alemanha, Itália e Japão, países que formavam o eixo – se alinhassem na defensa de seus países de origem, colocando em risco a unidade nacional.
Assim, Getúlio Vargas começou uma campanha de nacionalização, fechando as portas para a imigração e proibindo o uso público de qualquer idioma que não fosse o português. Quem se descumprisse a lei poderia pagar multas ou mesmo ir preso.
- Nós entendemos espanhol, mas os hispânicos não nos entendem bem
Falantes de português frequentemente tem facilidade em entender o espanhol escrito e falado, mas os hispanofalantes não compartilham dessa facilidade na fala, somente na escrita. Isso é o que os linguistas chamam de “inteligibilidade assimétrica”, que é quando falantes de um idioma conseguem compreender outro idioma, mas os nativos dessa outra língua não tem o mesmo nível de compreensão.
No caso do espanhol, a dificuldade dos falantes em entender o português está nos fonemas e vogais nasais, já que o português tem muito mais diversidade desses sons que no espanhol. Um exemplo clássico está na inexistência de diferenças entre vogais abertas e fechadas no espanhol, enquanto no português coexistem “e”, “ê” e “é”, “o”, “ô” e “ó”.
Na prática, os hispanofalantes não conseguem entender a diferença de “avô” e “avó”, por exemplo, já que nunca tiveram contanto com essas variantes nasais. Por isso os lusófonos entendem cerca de 70% a 80% do espanhol, enquanto os hispânicos entendem algo entre 50% e 60% de português, não sendo raro uma taxa de compreensão abaixo desses níveis.
- O crescente interesse pelo português no mundo
A crescente presença econômica, geopolítica e cultural dos países de língua portuguesa no mundo tem aumentado o interesse de falantes de outros idiomas pelo português. Esse aumento acontece tanto em países com fronteiras com países da CPLP, como Senegal, Uruguai, Argentina e Paraguai, como em outros países sem proximidade linguística.
No Uruguai, o português já foi institucionalizado como ensino obrigatório nas escolas. Já na China e Índia, a constante de negócio com o Brasil e países africanos lusófonos aumentou bastante o interesse pelo idioma. Nos últimos anos, os relatórios da plataforma Duolingo mostram que depois do inglês e o espanhol, o português tem crescido como um dos principais idiomas no mundo, assim como o chinês e o coreano.
(Texto: Bruno Corrêa – Assessoria de Comunicação BRAS Educacional)
por leonardo santos | jul 28, 2026 | Dicas
Terminar uma graduação não é o ponto final, apenas o começo de uma carreira de sucesso
Quem se forma na graduação tende a estar ansioso para entrar no mercado de trabalho. Para alguns, o próprio estágio já os insere no mundo profissional. Mas há outras pessoas que gostam tanto do ambiente acadêmico que desejam seguir estudando mesmo depois da graduação. Outros preferem um caminho diferente, com experiências que enriquecem o currículo.
Seja qual for o caminho que desejam seguir, é sempre importante que os formandos conheçam as possibilidades depois da graduação, para que tomem a melhor decisão de acordo com seu perfil. Há quem queira seguir na academia como professor e pesquisador, outros desejam ir para o mercado de trabalho, mas pensam em se especializar antes.
Para o pedagogo e docente da UniBRAS Digital, Rafael Moreira, a graduação é apenas como um dos processos do conhecimento. Isso porque o especialista é enfático em sua visão de que o conhecimento é uma missão continua e vitalícia. Para ele, além de se graduar, o novo profissional precisa estar sempre em busca de atualização, e a graduação está longe de ser a etapa final nesse sentido.
O docente argumenta que o recém graduado precisa entender quais são seus objetivos pessoais e profissionais, já que em sua visão muitos acadêmicos se perdem ao longo da formação. No caso de cursos livres, ele recomenta entender o cenário atual e ter autoconhecimento, inclusive com testes vocacionais.
“Se for continuar no meio acadêmico, é primordial saber que muita vezes o direcionamento vai para uma sala de aula, e nem sempre as competências técnicas estarão diretamente ligadas com as didáticas pedagógicas necessárias para se atuar. É importante ter clareza no que se deseja para os próximos anos, inclusive no pequeno prazo, porque estamos em momentos de muitas transformações profissionais”.
Com objetivo de ajudar muitos recém graduados, e também aqueles que já estão próximos de completar essa etapa, deixamos abaixo um guia básico de possibilidades depois da graduação.
Pós-graduação lato sensu
Pensada para quem deseja ir para o mercado de trabalho, mas sente a necessidade em se especializar, em busca de conhecimento e salários melhores. Também é orientada àqueles que já tem experiência profissional e buscam se apronfundar em determinada área. São as famosas pós-graduações, especializações ou MBAs
Geralmente com no mínimo 360 horas, essas formações costumam durar entre 6 meses a dois anos de estudos. A ideia dessa modalidade é fazer com o que o estudante tenha contato com situações e necessidades específicas do mundo profissional, e saia do curso com certificado de especialização para determinado nicho.
Uma das grandes vantagens dessa modalidade entre as outras possibilidades depois da graduação é que, para além do foco no mercado de trabalho e melhor possibilidade de salários, aqui o estudante desenvolve networking, além do aperfeiçoamento profissional.
Pós-graduação stricto sensu
É voltada para quem deseja seguir na academia, como docente e pesquisador. Aqui o foco é justamente produzir mais conhecimento na área escolhida, com publicação de artigos e estudos inéditos. Quem opta por esses estudos recebe um diploma de grau acadêmico, seja um mestrado, e para quem segue adiante, um doutorado.
No mestrado o estudante se envolve com a produção de uma dissertação, onde ele aponta um problema específico daquela área do conhecimento e busca soluções para ele. Os mestrados geralmente duram entre 1 e 2 anos, e após isso o acadêmico pode se tornar docente do ensino superior, inclusive está habilitado à concursos públicos para professor universitário.
Já no doutorado, o tempo de estudo é maior, entre 3 e 4 anos. Aqui o indivíduo que já é mestre demonstra que além de dominar o conhecimento científico, ele também é capaz de produzi-lo, por meio da tese de doutorado. Depois de um período de capacitação e profundidade teórica, ele vai buscar resolver um problema inédito, ou analisar uma questão antiga de acordo com uma nova perspectiva acadêmica.
Em ambas as formações, o formando ganha conhecimento e autoridade acadêmica, e se habilita como especialista em determinada área do conhecimento. Se o estudante deseja seguir pela docência superior, essa é uma das possibilidades depois da graduação mais valiosas, além de fundamental para alçar melhores condições de trabalho e salários.
Estudar idiomas
Se ter uma graduação é fundamental para atuar profissionalmente, ter um ou mais idiomas estrangeiros no currículo potencializa as vantagens no mercado de trabalho. Mas muitos não tem a possibilidade de estudarem idiomas durante a graduação, seja por questões financeiras ou de tempo. Há ainda aqueles que não puderam se dedicar ao estudo de idiomas durante o ensino médio ou fundamental.
É por isso que estudar um ou mais idiomas estrangeiros é um das possibilidades depois da graduação. Seja por meio de cursos presenciais ou EaD, ou mesmo separando um tempo para videoaulas grátis ou aplicativos de idiomas, estudar idiomas é muito válido para buscar melhores posições e salários.
Os idiomas mais buscados no mercado brasileiro são o inglês e o espanhol, mas cada área tem suas necessidades específicas, e o local de atuação profissional conta bastante na escolha.
Intercâmbio
Nem todos tiveram a sorte de poder fazer um intercâmbio na adolescência e início da juventude, outros simplesmente nunca tiveram a vontade de fazê-lo. Mas quando se deparam com o mercado de trabalho, muitos entendem o diferencial de um intercâmbio na trajetória profissional, tanto para o currículo quanto para experiências profissionais e pessoais.
Os intercâmbios podem ter o objetivo de aprender ou aperfeiçoar um idioma estrangeiro, ter experiências profissionais na área de formação ou mesmo fora dela, ou ainda adquirir habilidades como autonomia, independência e adaptabilidade. Além disso, as possibilidades em ser fazer contatos relevantes para a atuação profissional são muito elevadas.
Esse processo de se ver em um outro país, em uma sociedade diferente e resolvendo questões cotidianas em outro idioma, tende a gerar um amadurecimento profissional, acadêmico e pessoal profundo. Por isso, muito recrutadores veem candidatos com intercâmbio no currículo como um grande diferencial.
Além disso, fazer um intercâmbio vai além de questões profissionais e de conhecimento, já que proporciona uma forte bagagem cultural, desenvolvimento pessoal e autoconhecimento.
Segunda graduação
Seja para expandir o conhecimento na área, complementar a formação, ou mesmo se dedicar a outro campo do conhecimento, muitas pessoas optam por fazer uma segunda graduação. Há também aqueles que descobrem outros interesses durante a primeira graduação, mas optam por finalizá-la antes de se dedicar a outra.
Para muitos, se dedicar a um novo curso se torna uma opção ainda mais atraente como um das possibilidades após a graduação considerando que pode ser possível o aproveitamento de créditos do primeiro curso já finalizado, facilitando ainda mais a obtenção do segundo diploma. (Texto: Bruno Corrêa – Assessoria de Comunicação Ecossistema BRAS Educacional)
por leonardo santos | jul 13, 2026 | Educação
Nova legislação exige atenção redobrada das instituições de ensino
Depois de mais de três décadas sem grandes atualizações, o Estatuto da Criança e do Adolescente se modernizou para se adaptar ao avanço da internet e suas consequências sobre os menores de idade. O novo ECA Digital foi aprovado em 2025 – também chamado de “Lei Felca”, pela contribuição do influencer na elaboração e tramitação do projeto – e entrou em vigor em março desse ano.
O marco regulatório do novo ECA Digital coloca ênfase nas plataformas de tecnologia, evidenciando suas responsabilidades na garantia de direitos das crianças e adolescentes, e explicitando as medidas rigorosas que devem ser tomadas pelas big techs no sentindo de proteger sua integridade física, psicológica, e também na gestão de dados.
Mas o novo ECA Digital não lança luz somente às empresas de tecnologia: ele evidencia as atribuições dos responsáveis legais, do governo, e da comunidade escolar na proteção dos menores de idade, além da educação digital – vista como fundamental nesse processo. A nova lei sela uma espécie de pacto entre as big techs, os pais, a escola e o Estado, criando um ambiente digital seguro e construtivo.
Entre os principais pontos de mudança, o novo ECA Digital é expresso sobre a verificação de idade. A partir de agora, em qualquer plataforma digital que possa ter o alcance de crianças e adolescentes, fica obrigatória a aferição de idade por meio de documentos, sendo vedado a simples exigência de autoafirmação, em que o usuário apenas se comprometia a ser maior de idade, como funcionava antes.
Outra mudança é a supervisão parental, já que todas essas plataformas agora estão obrigadas a disponibilizar aos responsáveis legais ferramentas para o devido monitoramento do comportamento digital de menores legais. Além disso, toda a arquitetura das plataformas deve estar especialmente desenhada para a segurança de dados, a prevenção da violência e a privacidade desses usuários.
Ainda com foco na segurança máxima de crianças e adolescentes, o novo ECA Digital estabelece medidas mais diretas e efetivas de moderação e retirada de conteúdos de risco, com mecanismos para reportar autoridades de maneira imediata e remoção via notificação direta das big techs. O objetivo é manter uma via expressa entre as autoridades e as plataformas para gerar repostas rápidas às ameaças e violações.
A última grande mudança do novo ECA Digital diz respeitos aos dados. Todas as plataformas ficaram proibidas de colher informações excessivas de crianças e adolescentes, e nem podem compartilhá-las ou vendê-las. Ficou proibido também o rastreamento e a construção de perfis comportais para esse público.
A lei ainda dá ênfase na completa proibição de impulsionamento de qualquer publicidade ou monetização com conteúdo erotizante de crianças e adolescentes.
A escola no centro das mudanças
Com todas as alterações impostas pela nova legislação, e a necessidade da inclusão de plataformas de tecnologia nos métodos de ensino, as escolas agora têm um duplo desafio. Elas precisam entender como lidar com as novas tecnologias e utilizá-las para métodos pedagógicos efetivos, mas também estarem vigilantes quanto à segurança dos alunos no uso dessas ferramentas.
Isso evidencia que a questão da tecnologia no ambiente escolar não se resume mais restritamente aos desafios do ensino e métodos de aprendizagem com recursos tecnológicos, mas também inclui um foco ampliado das instituições de ensino sobre a segurança dos estudantes, inclusive com necessidade de revisão de plataformas já utilizadas anteriormente.
Hoje essas instituições devem checar previamente se as ferramentas propostas nos planos pedagógicos se comprometem com a integridade dos alunos, protegem seus dados e não os utilizam para fins comerciais. Essas plataformas também precisam ter mecanismos para proteger a privacidade dos estudantes, com forte compromisso na segurança contra ameaças.
A consequência imediata dessas novas responsabilidades é que nenhuma atividade deve ser promovida sem antes haver a devida checagem das plataformas digitais utilizadas. Também é importante que as escolas façam um “pente-fino” em todas as plataformas utilizadas anteriormente, verificando se elas estão de acordo com a segurança e privacidade dos dados dos alunos.
Softwares que agregam notas, organizadores digitais de atividades, plataformas para reuniões remotas e outras utilidades não devem utilizar esses dados para fins comerciais, sob pena de responsabilização judicial tanto dessas plataformas quanto das escolas. Isso coloca essas instituições de ensino como protagonistas diretos na vigilância e proteção da integridade e privacidade dos alunos.
Há um outro detalhe que pode causar estranheza para professores e gestores de escolas, mas que tem aplicações práticas importantes: a proibição do uso de imagens e voz das crianças para fins comerciais. Isso significa que os educadores já não podem mais utilizar materiais que ferem a privacidade dos alunos na comunicação institucional, o que inclue diretamente sites e redes sociais.
Com o novo ECA, mesmo as postagens em redes sociais ou posts em blogs e sites institucionais que não visem qualquer propósito comercial devem ser previamente aprovados e consentidos pelos responsáveis legais. Em caso de publicidade da instituição com fins comerciais, a prática fica explicitamente vedada pela lei. As mesmas regras servem para materiais que busquem engajamento digital.
Esses aspectos também afetam os grupos de comunicação entre a instituição, alunos e seus responsáveis legais. Na prática, canais como grupos de WhatsApp ou qualquer outro chat devem ter regras estritas sobre o compartilhamento de qualquer conteúdo envolvendo menores, e as escolas têm a responsabilidade de iniciar esse diálogo e fazer a moderação desses ambientes.
Outro aspecto do novo ECA Digital que afeta diretamente as escolas é a responsabilidade frente ao cyberbullying. A partir do novo projeto, a instituição de ensino fica responsável por qualquer ato de bullying, intimidação ou exposição indevida na internet que afete ou esteja diretamente relacionada à escola. Em caso de omissão, essas instituições podem sofrer sanções da justiça.
Para além do pente-fino no uso de ferramentas e o cuidado na exposição de menores, agora a escola é responsável diretamente pela educação e conscientização digital. Assuntos como privacidade, uso de dados, exposição indevida, cyberbullying, fake news, legislação digital e muitos outros agora devem ser incorporados no currículo de ensino, e são funções básicas da escola.
Esse aspecto faz com que a a educação digital, antes já muito exigida das escolas, não seja resumida somente apresentar ferramentas digitais e ensinar como manuseá-las, mas também ensinar os estudantes a se comportarem na internet, assim como conscientizar sobre os riscos e implicações do uso indevido dessas ferramentas.
Nesse sentido, o ambiente escolar agora não só deve apresentar as ferramentas tecnológicas e ensinar como utilizá-las, mas também é agente ativo na consciência digital desses alunos, além de co-responsável direta pela segurança dos menores. Isso amplia a responsabilidade das instituições de ensino e faz com que elas tenham uma atuação maior nesse meio.
O docente e pedagogo da UniBRAS Digital, Rafael Moreira, coincide que o papel da escola no ambiente digital agora é ampliado pelo novo ECA Digital. Ele explica que a nova legislação também se relaciona com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), aprovada em 2018, e que as instituições de ensino têm uma função estratégica na educação digital já estipulada pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
“A educação midiática é um direito de aprendizagem essencial para que os alunos entendam os riscos do ambiente virtual e o alcance das duas ações, com a obrigatoriedade agora de reforçar sobre as responsabilidades também relacionadas ao cyberbulling“, argumenta.
Para o especialista, o novo ECA Digital faz com que a educação digital nas escolas passe de um papel mais raso somente relacionado às competências e habilidades no uso de plataformas, para uma profundidade de reflexão sobre o mundo virtual, com maior teor crítico e abrangendo questões éticas e de segurança. A escola também ganha um protagonismo maior na defesa dos interesses das crianças e adolescentes.
“Há um aprofundamento das questões de educação digital e de responsabilidade das autoridades escolares nesse assunto, porque agora também se intensificam as punições, o monitoramento e o olhar para a educação como um todo”. (Texto: Bruno Corrêa – Assessoria de Comunicação Ecossistema BRAS Educacional).
por leonardo santos | jun 29, 2026 | Dicas, Educação
Estratégico nas relações comerciais brasileiras, espanhol é segundo idioma mais falado no mundo
É comum que muitos, quando atualizam seus currículos, coloquem “espanhol avançado” na parte de línguas estrangeiras. Muito próximo da língua portuguesa, ensinado ativamente em muitas escolas e com uma proximidade cultural forte com nós brasileiros, o espanhol – ou castelhano – é um dos idiomas mais falados no mundo, e com alta demanda para profissionais em todo o país.
Mas a verdade é que embora seja próximo ao nosso português, e de mais fácil compreensão, o espanhol não é exatamente tão simples assim, e requer dedicação. Exatamente pela inteligibilidade – facilidade de entendimento – do idioma entre falantes de português, é frequente que muitos brasileiros afirmem ter espanhol avançado sem de fato conseguirem se comunicar suficientemente bem no idioma.
Com uma gramática complexa, conjugação de verbos que as vezes soa confusa, grande diversidade de variantes regionais, e os famosos “falsos amigos” – palavras parecidas ao português, mas com significado diferente – é necessário estudar bastante para que o “espanhol avançado” do currículo seja mesmo avançado.
A Analista de Gestão de Pessoas do Centro Universitário Rio Verde, Cássia Garcia Cabral, destaca a importância em se ter o espanhol avançado no currículo. Ela explica que em muitos segmentos o idioma deixou de ser apenas um diferencial, passando também a constituir uma competência estratégica para posições de maior complexidade e liderança.
“Nos processos seletivos, profissionais com proficiência em espanhol tendem a se destacar por demonstrarem maior preparo para ambientes corporativos globalizados, visão estratégica e investimento contínuo em desenvolvimento profissional”, argumenta a recrutadora.
Embora estudar idiomas leve tempo e dedicação, e o inglês continue tendo um protagonismo maior no mundo profissional, ter o espanhol avançado pode abrir portas para vagas e oportunidades profissionais, de educação e experiências de vida diversas. Abaixo listamos 5 razões para que você tenha espanhol avançado no currículo.
1- Um dos idiomas mais falados no mundo
Com seus mais de 540 milhões de falantes no globo, o espanhol é a quarta língua mais falada no mundo. Se considerarmos somente os falantes nativos, são mais de 460 milhões de pessoas, o que eleva o espanhol ao segundo lugar como língua materna no mundo, à frente do inglês, com 380 milhões, e perdendo somente para o mandarim, com quase 1 bilhão de falantes nativos.
Poder se conectar facilmente com mais de meio bilhão de pessoas é um privilégio de quem tem o espanhol avançado. As possibilidades de conexão profissional, acadêmica e social são infinitas.
2- Ascensão profissional
Como idioma oficial em 21 países, o espanhol é motor de cerca de 7% do PIB mundial, de acordo com projeção do Fundo Monetário Internacional. Os maiores destaques são a Espanha e o México, que juntos correspondem por mais da metade da riqueza dos países hispano-falantes.
No caso do Brasil, por ser vizinho de 7 países hispânicos e pelo Mercosul, o espanhol tem importância econômica potencializada. Com destaque para a Argentina, o segundo maior PIB da América do Sul e que tem o Brasil como maior parceiro comercial, e o Chile, com quem o Brasil tem importantes acordos de livre comércio, investimentos financeiros e empresas com capital conjunto.
Em uma pesquisa realizada pelo site de empregos Catho, vagas com exigência de espanhol avançado tinham salários em média 34% superiores. Já em outra pesquisa da IE Intercâmbio, a busca de brasileiros por aprender espanhol saltou mais de 40% em 2024 comparado ao ano anterior.
3- Acesso à cultura
Se 21 países têm o espanhol como idioma oficial, fica fácil imaginar a diversidade cultural produzida em língua espanhola. Autores premiadíssimos, ampla oferta de cinema e séries, músicas para preencher infinitas playlists.
A oferta cultural para quem tem espanhol avançado é gigantesca. Autores como Gabriel Garcia Marquez, Miguel de Cervantes, Isabel Allende e Julio Cortazar. Cineastas premiados como Pedro Almodóvar, Guillermo del Toro, Lucrecia Martel. Ou ainda músicos como Mercedes Sosa, Shakira e Bad Bunny.
4- Facilidade para viajar o mundo
Imagine poder viajar por todo o resto da América Latina com comunicação facilitada, percorrendo paisagens tropicais, desertos, praias e montanhas nevadas. Já na Europa, a Espanha oferece arte, praias do mediterrâneo e joias arquitetônicas. Isso sem mencionar a diversidade gastronômica de todos esses países.
Mas o espanhol vai além das fronteiras dos países hispânicos, já que por ter mais de meio bilhão de falantes espalhados pelo mundo, ele é frequentemente usado como língua mundial em muitos países do globo, incluindo em diversos lugares dos Estados Unidos e Europa.
5- É mais fácil para falantes de português
Como o espanhol é uma língua derivada do latim, assim como o português, o francês e o italiano, todos os falantes dessas línguas têm facilidade em se comunicar e aprender esses idiomas. No caso dos falantes de português, esse processo é ainda mais facilitado, já que o espanhol é mais simples foneticamente para os luso-falantes.
Linguistas indicam que nativos da língua portuguesa tem um grau de inteligibilidade – compreensão simples – do espanhol em níveis satisfatórios, mesmo entre pessoas que nunca estudaram o idioma. Ao se dedicar a aprender a língua espanhola, fica muito fácil ter um espanhol avançado em pouco tempo, com graus satisfatórios de entendimento, fala e escrita. (Texto: Bruno Corrêa – Assessoria de Comunicação Ecossistema BRAS Educacional).