Os benefícios dos organogramas e mapas mentais para estudantes

Os benefícios dos organogramas e mapas mentais para estudantes

Ferramentas de organização de tópicos e ideias centrais podem ser aliados de quem busca simplificar a rotina de estudos 

Para quem deseja ter uma rotina de estudos de alto rendimento, buscar métodos que facilitem a aprendizagem e ao mesmo tempo sejam práticos é fundamental. Uma das maneiras de manter as demandas bem estruturadas e captar os pontos mais importantes da matéria são os organogramas e mapas mentais. Com uma organização de conceitos básica, pode-se acessar com facilidade um conteúdo antes complexo. 

Do ponto de vista pedagógico, os organogramas e mapa mentais já são conhecidos por seus benefícios. A memória voltada para o visual, o reordenamento de um conteúdo antes linear para um dispositivo mais fluido, e o acesso a esse conteúdo com grande facilidade são conhecidos por estudantes e professores em todos os níveis do ensino. 

O pedagogo e docente do Centro Universitário UniFACTHUS, Roberto Campos, explica que, em sua experiência lecionando língua inglesa, a estratégia dos organogramas e mapas mentais são aproveitadas pelos próprios autores de livros didáticos, principalmente no ensino de vocabulário.  

“Um exemplo claro é a abordagem temática dos ‘meios de transporte’, em que se parte de um ponto central dessa designação, e se expande para categorias como ‘terrestres’, ‘aquáticos’ e ‘aéreos’. Alguns estudantes demonstram se beneficiar consideravelmente dessa metodologia”, argumenta.  

Mas ele é direto em expor que essa não é uma experiência universal. Roberto destaca que embora há que reconhecer a eficácia dessas ferramentas para algumas pessoas, ainda não há certeza se esses estudantes são a maioria. “Sei que a eficácia não é totalmente alcançada com as mesmo grau de sucesso para todos”, explica.  

Por que os organogramas e mapas mentais podem facilitam os estudos? 

Os estudos e teorias que evidenciam as vantagens do uso de organogramas e mapas mentais para a rotina de estudos de uma parcela dos estudantes são variados, e trazem aspectos interessantes sobre como se dá nosso processo de aprendizagem. Basicamente, esses dispositivos podem despertar nossa mente para uma série de gatilhos, fazendo com que o ato de estudar seja mais simples, e prologando nossa capacidade de memória.  

Esses estudos estão muito centrados no campo da psicologia cognitiva, que tem por objetivo investigar os métodos que nosso cérebro utiliza para processar e armazenar informações. É justamente nessa área que surge a Teoria da Codificação Dual, do psicólogo e pesquisador canadense Allan Paivio.  

Publicada pela primeira vez em 1971, essa teoria propõe que o cérebro humano utiliza dois sistemas distintos para processar informações, sendo um verbal, com uma configuração linear e sequencial, e outro não verbal ou visual, com incidência sincrônica e espacial. Juntos, a interação desses dois sistemas pode reforçar a capacidade de memorização.  

Dessa forma, se há uma associação visual com alguma palavra ou conceito, a chance de esquecê-la é menor. É nesse processo que os organogramas e mapas mentais tem seu protagonismo, já que podem facilitar essa associação visual ao conteúdo estudado. Em outras palavras, ler o texto e organizar seus ponto-chave em um mapa de conceitos pode potencializar os rendimentos da rotina de estudos.  

Essa capacidade de associar textos a figuras é o que faz com que organogramas e mapas mentais sejam tão utilizados por alunos e docentes. E vai além: para Paivio, quando um estudante “decifra” um texto e o “traduz” num mapa mental, ele está exercitando os dois canais simultaneamente. O resultado são rendimentos muito mais robustos do que só reler o texto.  

Além disso, os organogramas e mapas mentais também podem criar uma relação direta entre os conceitos estudados, estabelecendo uma hierarquia entre eles. Isso faz com que a carga cognitiva utilizada no processamento desses conceitos seja muito menor, o que possibilita a memorização dos conteúdos por um tempo maior.  

Essas ferramentas de estudo também se relacionam com outra teoria bastante conhecida na psicopedagogia: a da aprendizagem significativa, do psicólogo americano David Ausubel. Seguindo seus estudos, há benefícios na aprendizagem quando as novas informações que recebemos ao estudarmos se relacionam com outros conhecimentos prévios.  

Assim, quando além de se fazer a leitura de um texto, se adiciona também um mapa mental, com a devida hierarquia e ligação entre os principais itens, isso tende a reforçar a memória e aumentar a produtividade da rotina de estudos.  

Como fazê-los? 

O organogramas e mapas mentais consistem em basicamente sintetizar as ideias centrais do conteúdo, e os reorganizar de maneira escalonada. Como a ideia é justamente simplificar essas informações, é muito importante que essa ferramenta seja construída de maneira ordenada, com traços legíveis e hierarquização sem grande complexidade.  

A primeira tarefa para os organogramas e mapas mentais é definir os temas centrais. A partir disso, inicia-se suas ramificações, com as informações separadas por tópicos e grupos. No geral, quanto mais “limpo” um mapa mental estiver no quesito organização, mais fácil será revisar seu conteúdo, e consequentemente mais fácil também memorizá-lo. 

Considerando o caráter de memória fotográfica dos organogramas e mapas mentais, também pode ser interessante separar esse tópicos por cores e adicionar figuras – em caso de fazê-los digitalmente. É crucial ainda separar os itens por palavras-chave, evitando qualquer tipo de texto longo. 

Em optar por construí-los digitalmente, é possível utilizar ferramentas como Lucidchart, Miro ou Canva. A vantagem dessas plataformas é justamente o poder de sintetizar ideias de forma complexa sem a preocupação como limitação de espaço físico, além de todo o rigor estético. (Texto: Bruno Corrêa – Assessoria de Comunicação Ecossistema BRAS Educacional) 

​UniBRAS Montes Belos une cidadania e reconhecimento em ação de Responsabilidade Social

​UniBRAS Montes Belos une cidadania e reconhecimento em ação de Responsabilidade Social

O compromisso com a transformação social moveu o Centro Universitário UniBRAS Montes Belos na última sexta-feira (30). Durante o Dia de Responsabilidade Social, realizado na Feira Coberta dentro do projeto Deputados Aqui, coordenadores e estudantes da instituição atuaram diretamente no atendimento à população, oferecendo serviços gratuitos e reforçando o papel da educação na promoção da cidadania. 

O evento também foi marcado por um reconhecimento oficial ao impacto da instituição na região. A professora Sanmia Shun, Reitora do Centro Universitário, foi homenageada pela Assembleia Legislativa do Estado de Goiás com o Certificado de Mérito Legislativo, um reflexo do trabalho contínuo da unidade em prol do desenvolvimento regional. 

Para a Reitora, o certificado simboliza a força de um projeto construído a muitas mãos: 

“Esse reconhecimento reforça o que nos guia diariamente: a educação como ferramenta de justiça social e desenvolvimento humano. Divido essa honra com nossa equipe de coordenadores, professores e colaboradores, além da confiança de cada estudante. É esse esforço coletivo que nos permite fazer a diferença em São Luís de Montes Belos, formando profissionais que são, acima de tudo, seres humanos éticos e comprometidos com sua comunidade.” 

Ao integrar ações práticas de serviço à comunidade com o reconhecimento institucional, o Centro Universitário UniBRAS Montes Belos reafirma seu propósito de ir além da sala de aula, atuando como um pilar de apoio e desenvolvimento para toda a sociedade. 

 

Atleta João Pedro

Atleta João Pedro

Na vida, às vezes começamos com poucas expectativas… mas com apoio, dedicação e oportunidades, podemos ir muito além do que imaginamos. 💙  
 
João Pedro Ramos, aluno do curso de Educação Física – Bacharelado da UNIBRAS Montes Belos, iniciou sua trajetória acadêmica de forma tímida, sem grandes perspectivas. Porém, desde o início, a coordenadora do curso, Profª. Esp. Elaine Cristina dos Santos, enxergou nele um enorme potencial.  
 
Com o apoio fundamental da intérprete Milva Mendes, que o acompanha desde o segundo período, João Pedro passou a explorar um novo universo: o da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e da comunidade surda. Esse contato foi transformador — não apenas na comunicação, mas em toda a sua forma de ver o mundo.  
 
Foi também nesse caminho que ele conheceu o futsal para surdos, onde encontrou uma nova paixão e uma oportunidade de crescimento.   
 
Durante um evento, João Pedro foi descoberto por olheiros e convidado a integrar a Seleção Brasileira de Surdos. A partir daí, sua história ganhou novos horizontes: viagens internacionais, participação em campeonatos nacionais e internacionais e a conquista de diversas medalhas. 🏅🌍  
 
Hoje, no sexto período do curso, João Pedro é um exemplo de superação, dedicação e evolução. Participa ativamente das aulas, desenvolveu significativamente seu potencial cognitivo e, acima de tudo, tornou-se um agente de transformação dentro da sala de aula.  
 
Sua presença contribui diretamente para o crescimento dos colegas, promovendo a inclusão, o respeito e a troca de conhecimentos. Ele nos mostra, todos os dias, que aprender e ensinar ultrapassa qualquer barreira — inclusive a da comunicação.  
 
💬 João Pedro não apenas constrói sua própria história, ele inspira todos ao seu redor.  
 
Profa. Esp. Elaine Cristina dos Santos  

 

 

Da UniBRAS para o Mundo: Ciência e Excelência na Medicina Veterinária

Da UniBRAS para o Mundo: Ciência e Excelência na Medicina Veterinária

A produção científica do Centro Universitário UniBRAS Montes Belos acaba de romper fronteiras e alcançar as páginas de uma das mais prestigiadas publicações científicas dos Estados Unidos. Os médicos veterinários Aryelle Skarllat Monteiro Barbosa e Gabriel Monteiro Barbosa, egressos da turma de 2025, celebraram a publicação de seu artigo na revista norte-americana Case Reports in Veterinary Medicine, do renomado grupo editorial Wiley. O estudo é fruto de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) que transformou um desafio clínico real em conhecimento global, reafirmando o compromisso da instituição com a excelência acadêmica.

O trabalho destaca a complexidade e o sucesso de uma intervenção cirúrgica ortopédica em uma cadela Husky Siberiano. O caso, acompanhado pelos então estudantes em São Luís de Montes Belos, exigiu alta precisão técnica e um olhar clínico humanizado, já que a paciente enfrentava fraturas graves e um quadro delicado de saúde. A trajetória da dupla — desde o centro cirúrgico até a redação do TCC — demonstra a força da formação prática oferecida pela UniBRAS, que prepara seus alunos para solucionar desafios reais com rigor científico.

O impacto da publicação foi tão significativo que atravessou fronteiras acadêmicas: após o destaque internacional, Aryelle e Gabriel foram convidados pela Open Veterinary Journal, outra importante revista científica global, para integrar seu corpo de revisores. Hoje, os egressos da UniBRAS atuam diretamente na avaliação científica de novos trabalhos submetidos à revista, participando ativamente do seleto grupo de profissionais que validam a produção científica mundial na área da Medicina Veterinária.

Para a UniBRAS, ver profissionais recém-formados alcançarem o posto de avaliadores internacionais é o maior testemunho da qualidade de nosso ensino. O sucesso de Aryelle e Gabriel é motivo de orgulho para toda a comunidade acadêmica e inspira futuros profissionais a transformarem seus estudos em contribuições de relevância global. Convidamos todos a conferirem este trabalho que abriu portas para o mundo pelo link: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1155/crve/4144812

 

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Como utilizar a IA para estudar melhor

Como utilizar a IA para estudar melhor

Recursos de inteligência artificial podem facilitar a vida de docentes e professores quando bem utilizados Ver a inteligência artificial como inimiga da Educação já é uma ideia um tanto quanto ultrapassada. Entre educadores de todos os níveis de ensino há hoje uma construção de consenso sobre as possibilidades em se utilizar a IA para estudar melhor – e ensinar também. Tudo depende da maneira como se utiliza essas ferramentas, assim como outros recursos tecnológicos em que estamos familiarizados há mais tempo. Muito além dos famosos recursos de redação, resumo e plágio que assustaram docentes em todo o mundo, outros recursos bem empregados podem ser aliados de alunos e docentes quando o assunto é usar a IA para estudar melhor. Algumas atividades repetitivas e maçantes podem ser delegadas à ferramenta, por exemplo, o que pode liberar mais tempo para outros conteúdos de relevância. O pedagogo e docente da UniBRAS Digital, Rafael Moreira, explica que a inteligência artificial pode contribuir bastante para a aprendizagem, desde que algumas condições sejam respeitadas. Para o educador, a chave está em entender o que se quer das plataformas de IA, e assim saber demandar e se utilizar dessas ferramentas de forma clara e adequada. “A IA não pode ser uma ferramenta determinante para que o aluno ou professor atribua a ela suas responsabilidades pessoais no processo educacional. Isso porque a partir do momento em que se delega à inteligência artificial uma atribuição que na verdade é nossa, como seres pensantes, isso nos transforma em sujeitos passivos na jornada da Educação, e o pensamento crítico é prejudicado”. Para ele, essas ferramentas podem ser parceiras do estudante ou do professor no sentido de aperfeiçoar conteúdos, de acordo com a necessidade de cada um. Mas isso não deve, porém, substituir a criação, com esforço pessoal, desses conteúdos em si. Pensando na constante evolução das ferramentas educacionais, e na busca por melhores fontes de facilitação de rendimento de educadores e estudantes, selecionamos aqui algumas formas em que se pode utilizar a IA para estudar melhor. 1. Corrigir textos Quem está familiarizado com escrever textos frequentemente sabe que não se pode entregar qualquer material sem antes revisá-lo atentamente. Gramática, concordância, pontuação, são muitas as possibilidades de equívocos. No entanto, muitas vezes simplesmente revisar não é suficiente: há erros que passam despercebes, mesmo aos olhares mais atentos. É aí que entra a inteligência artificial: solicitar à ferramenta que revise todos o texto depois de revisá-lo pessoalmente diminui drasticamente as chances de entregar o conteúdo escrito de maneira inadequada. Mas não basta apenas escrever e pedir correção, já que a IA não está isenta de erros. É importante fazer uma revisão antes, e utilizar a ferramenta tecnológica para uma checagem dupla. Também é importante pedir à IA para que explique as substituições feitas, no sentindo de entender quais seriam esses erros e assim aperfeiçoar a escrita. Além disso, nem toda substituição faz sentido, e a última decisão deve ser sempre do autor. É nesse momento que o estudante ou docente impõe sua autonomia intelectual, fundamental nos processos de aprendizagem e ensino. 2. Organizar materiais educativos O estudante ou professor que nunca teve problemas para fazer uma planilha não sabe o que é passar por um perrengue. Algumas atividades demandam mais que conhecimento, como habilidades técnicas que muitas vezes não dominamos. E a inteligência artificial pode ser uma grande parceira nesses momentos. A IA pode ajudar a organizar materiais por temas e afinidades, separar conteúdos para planilhas e organogramas, ajudar com prompts para ferramentas como o Excel, auxiliar na realização de slides e outras apresentações. As possibilidades são infinitas, e os resultados podem ser empolgantes. Vale lembrar que é preferível ir construindo esses conteúdos junto à IA, e não simplesmente delegar os conteúdos à ferramenta em sua totalidade, já que ao construir esses materiais desenvolvem-se etapas fundamentais no processo de aprendizagem. E quando se pensa em utilizar a IA para estudar melhor, também é relevante pedir auxílio à ferramenta para entender as dúvidas de maneira construtiva, em que se aprende com autoridade e se consiga no futuro replicar esse conhecimento adquirido sem a ajuda da tecnologia. 3. Entender erros e superar falhas Receber uma prova corrigida em que muitas questões estavam incorretas é uma frustração no mundo acadêmico, mas mais importante que buscar boas notas é justamente absorver o conteúdo adequadamente. Para isso, também se pode utilizar a IA para estudar melhor, já que a ferramenta pode avaliar e apontar os eventuais erros e as respostas corretas. É importante ter a disposição em entender de forma didática o erro, e tentar fazer o exercício de maneira distinta ao que foi aplicado no teste ou trabalho. Outro ponto de atenção é que, em caso que persista a dúvida, torna-se essencial revisar o conteúdo com o professor, já que ele é a referência no assunto. Por último, não se deve obviamente utilizar da inteligência artificial para resolver questões e problemas, já que a prática do exercício é imprescindível para o aprendizado. 4. Converter conteúdos para texto Se há um exercício realmente desanimador é converter o conteúdo de gravações de áudio ou vídeo, com aulas, explicações de docentes ou mesmo eventos e palestras, em texto. Passa-se muito tempo para conseguir decupar um conteúdo de minutos, por exemplo, e assim a produtividade do tempo de estudo é fortemente prejudicada. Mas encaminhar esse conteúdo à ferramentas de IA pode ajudar a economizar muito do tempo de revisão do conteúdo, e essa economia de tempo pode ser remanejada para outras atividades que de fato são mais produtivas. Além das tradicionais plataformas de chat de inteligência artificial, a ferramenta Blip Vira Texto, por exemplo, é uma forte aliada quando o assunto é transcrever áudios de WhatsApp, isso sem necessidade de exportar o conteúdo para outras plataformas. Outro recurso interessante pode ser converter arquivos PDF, com os seus mais variados tipos de mídia – como gráficos e organogramas – em texto. Também vale pedir um resumo para a plataforma IA caso o tempo esteja curto, extraindo assim do material seus pontos de maior relevância. (Texto: Bruno Corrêa – Assessoria de Comunicação Ecossistema BRAS Educacional)

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