por leonardo santos | jun 15, 2026 | Educação, Saúde
Ministério da Saúde lista as imunizações essenciais para pessoas adultas, todas oferecidas pelo SUS
Geralmente muito relacionadas a bebês, crianças e idosos, ou ainda a enfermidades recentes, como a Covid-19, as vacinas são uma maneira simples e inteligente de manter o sistema imunológico ativo e saudável. Não restritas a nenhuma faixa etária, elas são um cuidado para todas as idades, mas com o dia-a-dia sempre acelerado, é comum não se dar maior atenção ao calendário de vacinação para adultos.
Assumir que quando recebemos as vacinas corretamente na infância estamos protegidos por toda a vida é um erro comum entre muitos. Mas o calendário de vacinação para adultos é claro: algumas doses precisam de reforço, e outras vacinas são administradas somente nessa faixa etária. Assim, buscar um centro de vacinação para revisar as vacinas recebidas deve ser um rito de todos, mesmo adultos.
O Ministério da Saúde inclui uma série de imunizantes no calendário de vacinação para adultos. Distribuídas e administradas pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), essas vacinas têm por objetivo garantir que a população se proteja de doenças que afetam especificamente essa faixa etária, mas também que possam completar esquemas vacinais da infância que não foram devidamente cumpridos.
A médica e coordenadora do curso de Medicina da UniBRAS Santa Inês, Bruna Bringel, revela que há uma dificuldade para identificar as vacinas administradas em adultos no país hoje por falta de um banco de dados digital, inclusive porque antes não havia a tecnologia. Ela também detalha que muitos, quando menores, foram vacinados pela rede privada, que tem um calendário de vacinação diferente do calendário do SUS.
“Mesmo sem o registro, algumas vacinas nós conseguimos descobrir, como a BCG, que deixa uma marca no braço, ou vacinas contra a Hepatite B, que podem ser detectadas por exames de sangue. Mas a grande maioria dessas vacinas, sem o comprovante de vacinação, não há como saber se foram administradas ou não”, explica.
Quando o adulto decide se vacinar, o ideal é levar ao posto de vacinação todos os documentos e comprovantes de vacina que ele possui para que o profissional de saúde possa revisá-lo. Se a pessoa tiver o comprovante de vacinação da infância é ainda melhor. Mas ninguém deve deixar de se vacinar por não ter esses documentos, já que os agentes de saúde são treinados para tomar todas as medidas nesses casos.
“Quem não tem comprovantes ou tem dúvidas sobre ter ou não cumprido o calendário de vacinação corretamente deve buscar um posto de saúde. Cada caso deve ser avaliado individualmente, e a partir daí será decidido qual o esquema vacinal mais adequado”, recomenda a docente.
Abaixo relacionamos todas as imunizações que devem estar incluídas no calendário de vacinação para adultos de acordo com o Ministério da Saúde – todas administradas pelo SUS. Consideramos como adultos qualquer pessoa acima de 18 anos, e não incluímos idosos acima de 60 anos, já que estes seguem um calendário específico.
- Hepatite B
Embora hoje já aplicadas na infância, muitos adultos no Brasil não tem o esquema completo de vacinação contra a Hepatite B, que também protege contra a Hepatite D. Aplicada em 3 doses, sem necessidade de reforço – a não ser para casos especiais, como imunossuprimidos – a vacina contra a Hepatite B não era aplicada até o fim da década de 1990, quando houve uma campanha para imunização no país.
Considerada pelo Ministério da Saúde como essencial, a vacina de Hepatite B faz parte do calendário de vacinação para adultos justamente pela sua entrada no esquema infantil ter sido tardio. Por isso, todos devem estar atentos e buscar os postos de saúde para completar o esquema de imunização.
- dT
A vacina dT protege contra Difiteria e Tétano. Embora já aplicadas também na infância, adultos precisam de uma dose de reforço a cada 10 anos. Quem não completou seu ciclo vacinal na infância precisa de doses adicionais. Em caso de dúvida, o ideal é levar o comprovante de vacinação disponível para ser verificado. Se não haver comprovante, o profissional saberá como proceder.
Pessoas com comorbidades e imunossuprimidas podem precisar de doses de reforço, assim como profissionais de saúde. Além disso, pessoas que tiveram algum acidente em contato com agentes potencialmente infectantes também podem receber uma dose de reforço a depender do esquema vacinal.
- Febre Amarela
Endêmica de regiões tropicais, a Febre Amarela é erradicada no Brasil, graças aos esforços de imunização da população, mas seu vírus segue em circulação em animais silvestres. No caso dessa vacina o esquema é simples: só uma dose por toda a vida.
O Ministério da Saúde recomenda especial atenção a viajantes internacionais, já que em muitas regiões do globo a doença ainda é frequente.
- Tríplica Viral
Protegendo contra o sarampo, a rubéola e caxumba, a Tríplica Viral SCR é geralmente administrada em duas doses nos primeiros 15 meses de vida. No entanto, adultos que não consigam comprovar a vacinação devem cumprir um clico vacinal de acordo com sua idade.
Até os 29 anos, quem não completou o ciclo na infância deve receber duas doses, separadas por no mínimo 30 dias. Dos 30 aos 59 anos, quem não recebeu a vacina deve tomar somente uma dose.
Covid, antigripal e dengue
Além das imunizações incluídas no calendário de vacinação para adultos tradicional, todos devem ficar atentos às campanhas de vacinação sazonais, como o Covid-19 e antigripal. No caso da vacina de Covid, o Ministério da Saúde recomenda a vacinação de uma dose para esquema vacinal completo em pessoas entre 5 e 59 anos – antes o esquema eram 2 ou 3 doses, agora reduzido a apenas uma.
Essa revisão foi implementada seguindo o desenvolvimento de vacinas mais resistentes e a revisão de estudos sobre o imunizante. No entanto, pessoas com comorbidades ou pertencentes a grupos específicos, como indígenas, quilombolas e trabalhadores da saúde ainda devem receber uma dose de reforço anual. Gestantes também devem receber reforço.
O Ministério da Saúde atualiza com frequência as doenças que fazem parte da lista de comorbidades, que incluem diabetes, obesidade, asma grave, entre outras. Para entender se sua condição faz parte dessa lista, é importante buscar um posto de vacinação com histórico de vacinas e comprovantes de saúde em mãos. Pessoas imunossuprimidas devem receber uma dose a cada 6 meses.
A vacina antigripal é mais específica. Como existem vários tipos de gripes diferentes, e os vírus estão em constante mutação, essa vacina se atualiza todos os anos. No geral, essa dose de reforço anual costuma ser direcionada somente a grupos específicos, como pessoas com comorbidades, imunossuprimidas e idosos, mas dependendo da sazonalidade e da região elas podem sim ser administradas ao público adulto geral.
Por último, a inclusão de vacinas contra a dengue no PNI segue em desenvolvimento. Atualmente, as vacinas estão disponíveis prioritariamente para crianças e profissionais da saúde, mas em algumas regiões elas estão liberadas para o público geral adulto. Por isso, a recomendação é sempre conferir sua disponibilidade no site do Ministério da Saúde.
Grupos específicos
Como mencionado acima, há casos de grupos específicos que devem ficar mais atentos ao calendário de vacinação para adultos. Isso inclui pessoas com comorbidades – doenças que fragilizam o sistema imunológico. Também inclui gestantes, imunossuprimidos e profissionais de saúde.
Adicionalmente, há grupos demográficos específicos que tem atenção redobrada para o esquema vacinal, como quilombolas, indígenas vivendo ou não em territórios indígenas, pessoas com a liberdade privada ou pessoas que trabalham com esses grupos. Essa lista segue sendo atualizada com frequência pelo Ministério da Saúde.
Além disso, pessoas idosas tem seu calendário de vacinação específico acima dos 60 anos.
Vacinas salvam vidas
Desde a criação Programa Nacional de Imunizações, em 1942, o Brasil reverteu fortemente o cenário de infecções contagiosas no país. Hoje, a varíola, a rubéola e a poliomielite são consideradas erradicadas em território nacional, enquanto o sarampo se resume a apenas surtos isolados, e a febre amarela tem circulação somente entre animais selvagens.
Esse cenário só foi possível graças a décadas de esforços governamentais e forte mobilização social para a imunização em massa da população, sendo o Brasil uma referência mundial em adesão às vacinas, e também ao seu desenvolvimento e produção, contando com instituições com forte referência na temática como o Instituto Butantã e a Fiocruz. (Texto: Bruno Corrêa – Assessoria de Comunicação Ecossistema BRAS Educacional)
por leonardo santos | maio 22, 2026 | Educação, Novidades
Na vida, às vezes começamos com poucas expectativas… mas com apoio, dedicação e oportunidades, podemos ir muito além do que imaginamos. 💙
João Pedro Ramos, aluno do curso de Educação Física – Bacharelado da UNIBRAS Montes Belos, iniciou sua trajetória acadêmica de forma tímida, sem grandes perspectivas. Porém, desde o início, a coordenadora do curso, Profª. Esp. Elaine Cristina dos Santos, enxergou nele um enorme potencial.
Com o apoio fundamental da intérprete Milva Mendes, que o acompanha desde o segundo período, João Pedro passou a explorar um novo universo: o da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e da comunidade surda. Esse contato foi transformador — não apenas na comunicação, mas em toda a sua forma de ver o mundo.
Foi também nesse caminho que ele conheceu o futsal para surdos, onde encontrou uma nova paixão e uma oportunidade de crescimento. ⚽
Durante um evento, João Pedro foi descoberto por olheiros e convidado a integrar a Seleção Brasileira de Surdos. A partir daí, sua história ganhou novos horizontes: viagens internacionais, participação em campeonatos nacionais e internacionais e a conquista de diversas medalhas. 🏅🌍
Hoje, no sexto período do curso, João Pedro é um exemplo de superação, dedicação e evolução. Participa ativamente das aulas, desenvolveu significativamente seu potencial cognitivo e, acima de tudo, tornou-se um agente de transformação dentro da sala de aula.
Sua presença contribui diretamente para o crescimento dos colegas, promovendo a inclusão, o respeito e a troca de conhecimentos. Ele nos mostra, todos os dias, que aprender e ensinar ultrapassa qualquer barreira — inclusive a da comunicação.
💬 João Pedro não apenas constrói sua própria história, ele inspira todos ao seu redor.
Profa. Esp. Elaine Cristina dos Santos
por leonardo santos | maio 20, 2026 | Dicas, Educação
Mídias geradas por inteligência artificial com fatos falsos e rápida difusão têm sido desafio nas esferas pública e privada
Em tempos de redes sociais, inteligência artificial, ativismo digital intenso e forte circulação de informações e narrativas, separar o que é real do que de fato é falso pode ser difícil. O fenômeno do deepfake – imagens, vídeos ou áudios criados por inteligência artificial com conteúdo super-realista – tem avançado de maneira impressionante, dificultando ainda mais a checagem de fatos.
Se antes um pouco de esforço era suficiente para discernir a realidade de conteúdos falsos, agora o avanço da inteligência artificial tem exigido mais esforço para fazer essa separação, e mesmo especialistas em tecnologia e comunicadores tem tido uma maior dificuldade nesse sentido. Com o deepfake, a realidade pode ser manipulável em alguns comandos e as consequências são quase imediatas.
De perfis de instituições a celebridades e políticos, as vítimas do deepfake têm sofrido consequências pessoais ou institucionais, profissionais e de reputação graves. O fenômeno de compartilhamento rápido nas redes é o catalizador para que campanhas mal intencionadas atinjam seus objetivos com facilidade. Para tentar reverter esses prejuízos, as vítimas buscam a justiça, que geralmente não responde a tempo.
O pedagogo e docente da UniBRAS Digital, Rafael Moreira, explica que é papel da Educação alertar as pessoas contra a existência de informações falsas, e despertar nelas a busca pelo conhecimento autêntico, científico e crítico. Ele também faz um paralelo com o mito da caverna de Platão, em que no cenário que muitos assimilam notícias falsas como verdade, todos querem criar sua própria informação.
“Dentro do contexto escolar, é importante separar o que é informação do que é conhecimento. As novas tecnologias bombardeiam as pessoas com novas informações de forma instantânea, mas elas nem sempre são verídicas. Nem tudo que chega de informação ao indivíduo é real. Então é preciso instigar nele a busca por uma base de dados confiável”, defende.
Para o pedagogo, as instituições de ensino têm o papel de trabalhar a temática das notícias falsas em todos os níveis, desde a educação básica até o ensino superior. O foco deve ser no gerenciamento das informações, inclusive no seu compartilhamento. “A própria comunidade acadêmica tem um papel fundamental de ajudar na construção de informações reais, fazer com que o que é compartilhado seja verídico”.
Esse cenário em que a tecnologia se torna uma colaboradora na disseminação de informações falsas é um paradoxo no sentindo de que novas formas de conhecimento deveriam ser aliadas na construção de uma sociedade mais justa e consciente, e não o contrário. Quando as instituições, a ciência, o trabalho, a democracia e os valores humanos são prejudicados, é necessário reverter o processo com mais Educação.
Para isso, educar as pessoas sobre como melhorar suas fontes de informação, buscar embasamento de dados, verificar a veracidade dos fatos e filtrar os conteúdos recebidos é essencial. Por isso, conhecer quais são os tipos de fake news mais comuns, identificá-las e aprender a checá-las manualmente é o caminho para reverter o processo. Abaixo você pode verificar mais sobre essas habilidades.
O que são os deepfakes?
O deepfake é um recurso de mídia criado por inteligência artificial, com traços hiperrealistas, de maneira quase impossível em determinar sua veracidade sem auxílio profissional. Podendo ser arquivos de foto, vídeo ou áudio, essa ferramenta tem sido utilizada de forma abrangente para difamar e prejudicar a reputação de figuras públicas, ou produzir fatos inverídicos como insumo para notícias falsas.
No geral, o deepfake tem sido amplamente utilizado para fins políticos, prejudicando candidatos ou grupos políticos inteiros, e gerando ampla mobilização digital. Quando utilizados em momentos críticos de campanhas, seus danos podem ser catastróficos e muitas vezes irrecuperáveis.
Com eleitores muitas vezes em processo de decisão de voto, e a justiça naturalmente sendo mais lenta que o ambiente digital, com forte apego aos ritos do direito, torna-se dificil reverter os prejuízos das campanhas de deepfake. Esse panorama tem estimulado discussões sobre atuação profissional, criminal e cidadã na justiça eleitoral e das plataformas digitais.
No entanto, o deepfake não tem efeito somente no mundo político, com instituições, celebridades e mesmo pessoas não públicas sofrendo consequências de campanhas de difamação e vingança. Muitas mulheres, em especial, tem sido vítimas de vídeos que simulam nudez ou conteúdos eróticos, dos quais elas nunca produziram.
Entre esses conteúdos sexualmente explícitos produzidos por plataformas geradoras de mídia falsa há também o fenômeno do revenge porn – ou pornografia de vingança em português – que é quando alguém divulga conteúdos eróticos daquela pessoa sem sua autorização, com o objetivo de prejudicá-la. Os deepfakes facilitaram isso, já que não é mais preciso ter mídias reais em mãos: se pode produzí-las digitalmente.
Como fazer a checagem de fatos?
Com mídias hiperrealistas, identificar fatos falsos tem sido uma tarefa difícil para pessoas comuns, profissionais de comunicação e tecnologia, e plataformas digitais. Os prejuízos do fenômeno deepfake tem pressionado instituições a criarem políticas eficazes de identificação desses conteúdos, e também estratégias para evitar seu compartilhamento em massa e mitigação de danos.
Autoridades governamentais e da área da justiça têm sido fortemente demandadas por estratégias de rápida reversão e preservação da reputação e segurança física e mental das vítimas. As discussões sobre a temática têm se acumulado na esfera pública, com amplo histórico de casos de cooperação e omissão das plataformas digitais, instituições centrais nesse debate.
Mas não é necessário ser especialista no tema para conseguir fugir dos conteúdos falsos, já que há recursos e estratégias eficientes para se informar com qualidade e não se deixar levar por conteúdos fantasiosos. A primeira recomendação, claro, é sempre se informar por fontes oficiais e portais de confiança, onde a notícia e checada por profissionais.
É importante também desconfiar de fatos muito atípicos ou extraordinários, e fazer essa checagem nos buscadores e nos portais de notícias. Uma pequena busca no Google pode ser suficiente para encontrar uma checagem de fatos de algum veículo da imprensa, de sites de checagem ou mesmo do próprio Google. Além disso, se a notícia for real, ela com certeza estará nos jornais mais renomados.
Pode ser mais complicada a checagem quando o fato chega em formato de notícia. Nesse caso, é necessário se ater a fonte dessa informação. Se vier de um portal de notícias, questione se esse portal é conhecido ou de confiança, e fazer uma busca de notícias no Google também funciona. Repare também na data da publicação, já que notícias antigas podem ser usadas como falsas fora de contexto.
Outro fator que conta bastante é a ortografia, já que portais de notícias falsas não tem checagem de profissionais da imprensa, podendo assim conter erros. Ambientes como grupos de WhatsApp, Telegram ou outras redes também são altamente desconfiáveis, já que são as plataformas preferidas por grupos mal intencionados para compartilhar fatos inverídicos.
Para os deepfakes também é possível verificar a qualidade da mídia. Se for vídeo ou foto, cheque se a imagem é de qualidade. Nos casos de vídeos, verifique se os movimentos parecem reais ou mais robóticos. Muitas tecnologias de IA também podem gerar imagens humanas com distorções curiosas, como dedos ou braços a mais. A boca também nem sempre se move de maneira adequada.
Se o conteúdo tiver áudio, também é possível checar se a voz parece de acordo com a pessoa retratada ou está diferente, ou ao menos robótica ou metalizada. Em vídeos de deepfake é comum haver um descompasso entre o que é falado e o movimento da boca. Os olhos também podem não parecer naturais, e a pessoa retratada não pisca ou pisca menos que o normal. As emoções também podem não transmitir realidade.
Um último fator chave pode ser estar atento ao ambiente em que o personagem do deepfake está inserido. Como a inteligência artificial é desenvolvida com foco em dar vivacidade aos personagens humanizados, muitas vezes ela pode negligenciar o que está ao lado dessa pessoa, com ambiente borrado ou de pouca qualidade, e cores, luzes e sombras que não são muito fiéis à realidade
Ferramentas aliadas
Às vezes uma simples busca ainda pode nos deixar com a pulga atrás da orelha, mas ferramentas elaboradas por especialistas de imprensa e tecnologia são forte aliadas nesse processo. É claro que elas podem demandar mais tempo e disponibilidade, mas para quem busca a realidade esse esforço vale a pena.
De início existem os portais especializados em checagem de fatos, como a Agência Lupa, o Aos Fatos, o Projeto Comprova e o Fato ou Fake do portal G1. Esses sites contam com uma equipe especializada em checagem de fatos em tempo real, com foco no combate às notícias falsas e principalmente na rápida difusão desses conteúdos pelas redes.
Há ainda ferramentas que usam mecanismos mais sofisticados, como o Google Fact Check Tools e o Archive.org, ambos com recursos que podem ser utilizados tantos por profissionais quanto o leitor não especializado. Essas ferramentas utilizam engenharia de busca e menções para conseguir rastrear campanhas de desinformação no ambiente digital.
Mas se o seu foco for buscar pela veracidade de mídias do ponto de vista mais técnico, ferramentas de rastreio desses vídeos podem ser muito válidos, como o InVID e o OsoMeNet. Elas buscam tendências de compartilhamentos de mídia em redes como o TikTok, Instagram e sites dos mais variados perfis.
Já com foco no rigor técnico das deepfakes, ferramentas como o Deepware Scanner e o Screen App conseguem identificar padrões identificadores de uso de inteligência artificial e insconsistências técnicas nas mídias analisadas. Por último, há o FactFlow AI, que usa a inteligência artificial para cruzar fatos com fluxos de busca e postagens na internet, facilitando a identificação de fatos e narrativas falsas. (Texto: Bruno Corrêa – Assessoria de Comunicação Ecossistema BRAS Educacional).
por leonardo santos | maio 11, 2026 | Dicas, Educação
Ferramentas de organização de tópicos e ideias centrais podem ser aliados de quem busca simplificar a rotina de estudos
Para quem deseja ter uma rotina de estudos de alto rendimento, buscar métodos que facilitem a aprendizagem e ao mesmo tempo sejam práticos é fundamental. Uma das maneiras de manter as demandas bem estruturadas e captar os pontos mais importantes da matéria são os organogramas e mapas mentais. Com uma organização de conceitos básica, pode-se acessar com facilidade um conteúdo antes complexo.
Do ponto de vista pedagógico, os organogramas e mapa mentais já são conhecidos por seus benefícios. A memória voltada para o visual, o reordenamento de um conteúdo antes linear para um dispositivo mais fluido, e o acesso a esse conteúdo com grande facilidade são conhecidos por estudantes e professores em todos os níveis do ensino.
O pedagogo e docente do Centro Universitário UniFACTHUS, Roberto Campos, explica que, em sua experiência lecionando língua inglesa, a estratégia dos organogramas e mapas mentais são aproveitadas pelos próprios autores de livros didáticos, principalmente no ensino de vocabulário.
“Um exemplo claro é a abordagem temática dos ‘meios de transporte’, em que se parte de um ponto central dessa designação, e se expande para categorias como ‘terrestres’, ‘aquáticos’ e ‘aéreos’. Alguns estudantes demonstram se beneficiar consideravelmente dessa metodologia”, argumenta.
Mas ele é direto em expor que essa não é uma experiência universal. Roberto destaca que embora há que reconhecer a eficácia dessas ferramentas para algumas pessoas, ainda não há certeza se esses estudantes são a maioria. “Sei que a eficácia não é totalmente alcançada com as mesmo grau de sucesso para todos”, explica.
Por que os organogramas e mapas mentais podem facilitam os estudos?
Os estudos e teorias que evidenciam as vantagens do uso de organogramas e mapas mentais para a rotina de estudos de uma parcela dos estudantes são variados, e trazem aspectos interessantes sobre como se dá nosso processo de aprendizagem. Basicamente, esses dispositivos podem despertar nossa mente para uma série de gatilhos, fazendo com que o ato de estudar seja mais simples, e prologando nossa capacidade de memória.
Esses estudos estão muito centrados no campo da psicologia cognitiva, que tem por objetivo investigar os métodos que nosso cérebro utiliza para processar e armazenar informações. É justamente nessa área que surge a Teoria da Codificação Dual, do psicólogo e pesquisador canadense Allan Paivio.
Publicada pela primeira vez em 1971, essa teoria propõe que o cérebro humano utiliza dois sistemas distintos para processar informações, sendo um verbal, com uma configuração linear e sequencial, e outro não verbal ou visual, com incidência sincrônica e espacial. Juntos, a interação desses dois sistemas pode reforçar a capacidade de memorização.
Dessa forma, se há uma associação visual com alguma palavra ou conceito, a chance de esquecê-la é menor. É nesse processo que os organogramas e mapas mentais tem seu protagonismo, já que podem facilitar essa associação visual ao conteúdo estudado. Em outras palavras, ler o texto e organizar seus ponto-chave em um mapa de conceitos pode potencializar os rendimentos da rotina de estudos.
Essa capacidade de associar textos a figuras é o que faz com que organogramas e mapas mentais sejam tão utilizados por alunos e docentes. E vai além: para Paivio, quando um estudante “decifra” um texto e o “traduz” num mapa mental, ele está exercitando os dois canais simultaneamente. O resultado são rendimentos muito mais robustos do que só reler o texto.
Além disso, os organogramas e mapas mentais também podem criar uma relação direta entre os conceitos estudados, estabelecendo uma hierarquia entre eles. Isso faz com que a carga cognitiva utilizada no processamento desses conceitos seja muito menor, o que possibilita a memorização dos conteúdos por um tempo maior.
Essas ferramentas de estudo também se relacionam com outra teoria bastante conhecida na psicopedagogia: a da aprendizagem significativa, do psicólogo americano David Ausubel. Seguindo seus estudos, há benefícios na aprendizagem quando as novas informações que recebemos ao estudarmos se relacionam com outros conhecimentos prévios.
Assim, quando além de se fazer a leitura de um texto, se adiciona também um mapa mental, com a devida hierarquia e ligação entre os principais itens, isso tende a reforçar a memória e aumentar a produtividade da rotina de estudos.
Como fazê-los?
O organogramas e mapas mentais consistem em basicamente sintetizar as ideias centrais do conteúdo, e os reorganizar de maneira escalonada. Como a ideia é justamente simplificar essas informações, é muito importante que essa ferramenta seja construída de maneira ordenada, com traços legíveis e hierarquização sem grande complexidade.
A primeira tarefa para os organogramas e mapas mentais é definir os temas centrais. A partir disso, inicia-se suas ramificações, com as informações separadas por tópicos e grupos. No geral, quanto mais “limpo” um mapa mental estiver no quesito organização, mais fácil será revisar seu conteúdo, e consequentemente mais fácil também memorizá-lo.
Considerando o caráter de memória fotográfica dos organogramas e mapas mentais, também pode ser interessante separar esse tópicos por cores e adicionar figuras – em caso de fazê-los digitalmente. É crucial ainda separar os itens por palavras-chave, evitando qualquer tipo de texto longo.
Em optar por construí-los digitalmente, é possível utilizar ferramentas como Lucidchart, Miro ou Canva. A vantagem dessas plataformas é justamente o poder de sintetizar ideias de forma complexa sem a preocupação como limitação de espaço físico, além de todo o rigor estético. (Texto: Bruno Corrêa – Assessoria de Comunicação Ecossistema BRAS Educacional)
por leonardo santos | maio 5, 2026 | Educação, Novidades
O compromisso com a transformação social moveu o Centro Universitário UniBRAS Montes Belos na última sexta-feira (30). Durante o Dia de Responsabilidade Social, realizado na Feira Coberta dentro do projeto Deputados Aqui, coordenadores e estudantes da instituição atuaram diretamente no atendimento à população, oferecendo serviços gratuitos e reforçando o papel da educação na promoção da cidadania.
O evento também foi marcado por um reconhecimento oficial ao impacto da instituição na região. A professora Sanmia Shun, Reitora do Centro Universitário, foi homenageada pela Assembleia Legislativa do Estado de Goiás com o Certificado de Mérito Legislativo, um reflexo do trabalho contínuo da unidade em prol do desenvolvimento regional.
Para a Reitora, o certificado simboliza a força de um projeto construído a muitas mãos:
“Esse reconhecimento reforça o que nos guia diariamente: a educação como ferramenta de justiça social e desenvolvimento humano. Divido essa honra com nossa equipe de coordenadores, professores e colaboradores, além da confiança de cada estudante. É esse esforço coletivo que nos permite fazer a diferença em São Luís de Montes Belos, formando profissionais que são, acima de tudo, seres humanos éticos e comprometidos com sua comunidade.”
Ao integrar ações práticas de serviço à comunidade com o reconhecimento institucional, o Centro Universitário UniBRAS Montes Belos reafirma seu propósito de ir além da sala de aula, atuando como um pilar de apoio e desenvolvimento para toda a sociedade.