5 dicas para evitar a procrastinação nos estudos

5 dicas para evitar a procrastinação nos estudos

Muito além do que se pensa ser preguiça, há maneiras de simplificar a rotina de estudos e evitar deixar tudo para depois

Quem nunca deixou para amanhã a lista de exercícios que poderia fazer hoje? O trabalho com o prazo de um mês para o último dia, ou o estudo da prova para horas antes do exame. Estudantes de todas as idades entendem bem os prejuízos da procrastinação nos estudos, mas ainda assim não sabem como pará-la. Se fosse fácil abandoná-la, muitos já teriam se ajustado. Pior ainda é quando a culpa se instala.

É que a questão é mais complexa. A procrastinação nos estudos, na alimentação, no trabalho, quanto a uma decisão importante, ou a qualquer outro aspecto em que ela se manifeste, não é algo simples como uma preguiça ou má gestão do tempo, como muitos de nós interpretamos. Se trata de um comportamento ou sintoma fruto de conflitos inconscientes. Ou ao menos é assim que explica a psicanálise.

A psicóloga e coordenadora do curso de Psicologia da UniBRAS Quatro Marcos, Aline Esther, explica que Sigmund Freud apontava para um conflito entre o princípio do prazer, que busca a satisfação imediata, e o princípio da realidade, que impõe limites e obrigações. Nesse embate, o indivíduo recorre a mecanismos de defesa, como a repressão ou a evitação, para escapar de situações angustiantes.

“Quando uma tarefa desperta o temor do fracasso, inadequação ou julgamento, ou quando exige uma forte disposição de energia, o sujeito pode inconscientemente optar por adiá-la, como forma de se proteger. O medo do sucesso também é uma variável comum. Então a procrastinação não deve ser combatida diretamente, ela deve ser interpretada, compreendida, para que se lide com ela”.

De acordo com essa interpretação, é preciso estar atento ao que se estimula essa procrastinação nos estudos, e a partir disso agir para fazer com que a rotina possa fluir de maneira mais simples. Dessa forma, o cuidado com a saúde mental e o autoconhecimento são indispensáveis para enfrentar a questão da procrastinação.

Mas pensando de uma forma mais prática, e considerando que os cuidados com a saúde mental estão sendo observados satisfatoriamente, há sim algumas medidas e hábitos que podem ajudar a construir uma rotina mais saudável e ágil, deixando a procrastinação nos estudos como um comportamento do passado.

Abaixo listamos 5 hábitos para evitar a procrastinação nos estudos.

1. Cuide do seu espaço de estudos

Antes de começar uma rotina de estudos bem-sucedida é fundamental estar atento ao lugar em que se estuda. Isso porque um ambiente limpo, organizado e sem distrações são fatores determinantes para um melhor rendimento. Dessa maneira, separar um

espaço em que se tenha mais capacidade de concentração e personalizá-lo a seu favor é fundamental.

É importante também estar atento aos equipamentos que auxiliam nos estudos, como artigos de papelaria e dispositivos eletrônicos, já que materiais em bom estado agilizam a rotina. Por último, é importante buscar sempre o máximo de conforto possível.

2. Determine metas e prazos

Deixar que os conteúdos fluam de forma caótica é um excelente atalho para a procrastinação nos estudos. Por isso, é preciso estar atento às prioridades e urgências, e determinar quais tarefas devem ser desenvolvidas primeiro, com metas e prazos.

É importante também determinar o tempo de estudo diário, para que essa rotina não seja driblada sem que se perceba – nem seja excessiva.

Mas atenção: é extremamente importante criar metas possíveis, de acordo com seu tempo, disponibilidade e comportamento. Nada de criar tarefas gigantes e impossíveis de serem cumpridas, já que isso pode desenvolver um sentimento de fracasso, que estimula ainda mais a procrastinação.

3. Faça a gestão de tarefas grandes

Quem nunca enrolou para desempenhar uma tarefa que demande muito tempo e esforço? Se deparar com grandes tarefas pode ser um desencadeador da procrastinação nos estudos, já que tendemos a evitar atividades que requerem muito empenho. Pior ainda é não saber quais são os passos para desempenhá-la, e se perder no caminho.

Dividir essa grande tarefa em etapas menores não só ajuda a ter mais clareza sobre o projeto, como também auxilia na gestão de tempo. O resultado é uma tarefa mais organizada e com menos ansiedade e tensão sobre o trabalho, evitando assim a procrastinação.

4. Separe um tempo para o descanso

Se a rotina de estudos demandar muitas horas do dia, é importante manter uma pausa entre os livros. Isso porque o cansaço diminui o foco, fundamental para se ter um bom desempenho.

Não tendo boa concentração, o estudante tende a ter dificuldades com memorização e vai ter um menor aproveitamento do que revisou. Se o sono não estiver em dia, o resultado é ainda pior.

Por isso separe sempre um intervalo entre os estudos para descansar, se distrair ou fazer um lanche. Lembre-se também que na rotina diária é importante manter no mínimo 7 horas de sono.

5. Use a tecnologia a seu favor

Há muito debate sobre o uso da tecnologia na Educação, especialmente no potencial dos dispositivos eletrônicos em diminuir nossa capacidade de concentração. Mas é importante entender que esses equipamentos podem auxiliar na diminuição da procrastinação dos estudos, desde que utilizados com intencionalidade correta.

Há aplicativos que ajudam a gerir o tempo dos estudos, na manutenção de métodos de ensino e na concentração. Além disso, a inteligência artificial pode ser uma aliada na simplificação de tarefas, desde que utilizada de forma correta. (Texto: Bruno Corrêa – Assessoria de Comunicação Ecossistema BRAS Educacional)

Sem celular nas escolas: docentes contam seus pontos de vista

Sem celular nas escolas: docentes contam seus pontos de vista

Nova lei entreou em vigor em fevereiro deste ano, e proíbe o celular na instituições de ensino do nível básico públicas e privadas.

Aprovada recentamente, a Lei 15.100/2025 mudou o dia-a-dia das instituições de ensino em todo o país. Isso porque a legislação restringe o uso de celulares em ambientes escolares nos ensinos fundamental e médio, proibindo seu uso mesmo em momentos em que não há aula, como recreios e intervalos. Amplamente defendida por educadores e muitos responsáveis, a lei teve amplo apoio no Congresso e foi sancionada no dia 19 de fevereiro pelo Executivo.

O objetivo principal da norma é garantir que as escolas tenham sua função de espaço destinado a aprendizagem e sociabilidade resguardados, fazendo com que as crianças e adolescentes não sejam prejudicados no processo educativo. Além disso, também busca-se cooperar no sentindo de evitar os riscos dos vícios de uso de telas e redes sociais nos estudantes.

Recebida com louvor por grande parte da comunidade de docentes e responsáveis, a legislação está em período de adaptação, com os estudantes sendo os mais resistentes a se adequar às novas diretrizes. Mas o que não faltam são relatos de professores sobre a diferença já notada no ambiente escolar, com alunos mais focados e com maior socialização. Mas há quem tenha pontos de discordância sobre a lei.

É importante enteder também que a legislação determina que os regimentos internos das escolas devem traçar determinantes sobre como armazenar os aparelhos, e prever punições a quem desrespeite a regra. També se prevê exceções para estuantes que dependem do aparelho móvil por questão de acessbilidade ou saúde, desde que comprovados por laudo médico.

Um outro ponto importante da legislação diz respeito aos professores, que devem ser orientados e capacitados para inclusão tecnológica no processo educativo, e também para se manterem atentos quanto a eventuais prejuízos dos aparelhos digitais na saúde dos estudantes.

Embora a nova legislação não inclua o ensino superior, o projeto é acompanhado de perto por educadores e especialistas de todos os níveis da Educação, já que pode servir como exemplo de como os aparelhos móveis e a tecnologia como um todo interferem nos projetos pedagógicos e instituições de ensino.

Pensando na relevância dessa paauta para a Educação, conversamos com três docentes do Ecossistema BRAS Educacional para entender seus pontos de vistas sobre a nova lei – alguns inclusive com atuação na Educação Básica.

Foco na intencionalidade pedagógica

Para além do uso do celular, o docente e pedagogo da UniBRAS Digital Rafael Moreira – que também é docente na educação básica – explica que a lei não tem qualquer motivação em retirar a tecnologia das escolas, mas foi pensada justamente na reeducação do seu uso. Isso porque não só toda a sociedade é cada vez mais tecnológica, como a tecnologia, quando bem aplicada, é uma aliada no processo de aprendizagem.

“Hoje o telefone é muito mais que uma ligação, ele pode se transformar numa sala de aula estendida, e também é um recurso que pode ser ampliado para que as coisas aconteçam. Só que é importante entendermos que a lei vai além, e permiteo o uso dos recursos tecnológicos de modo que as coisas fluam o aprendizado e a troca de saberes. O problema é o que a não intencionalidade pedagógica gerou”, argumenta.

Ele explica que a escola em que trabalha está bem equipada com dispositivos tecnológicos com acesso a internet nos laboratórios de informática, e também com outros ambientes de capacidade intelectual sem acesso virtual que compoem satisfatoriamente o ensino desses alunos, como a biblioteca e salas de laboratórios. O uso do celular, quando necessário, é avisado aos pais com antecedência.

Mas como o celular em si não é um vilão, e sim o seu mau uso, Rafael explica que há exceções. Como a própria legislação aponta, há alunos com deficiência que pecisam do celular para aplicativos de inclusão. Além disso, estudantes dos anos mais avançados já tem a autonomia de levar o aparelho móvil para notificar os pais de sua chegada ou chamar um carro por aplicativo como transporte até a escola, desde que os mantenham desligados ao entrar na instituição.

Apesar de apontar que na escola em que atua o celular já era proibido, ele explica que antes os alunos tinham permissão para manuseá-lo nos horários livres, algo que com alei se tornou bem mais restrito. Com a implementação da legislação, o educador entendeu que houve um forte avanço para a comunidade escolar e também a familiar, e que apesar de alguns resistentes, aos pouco as coisas se adaptam.

“A gente entendeu que houve um ganho. Um ganho social, um ganho de diálogo, de interação e descobertas. Um ganho que o aluno entendeu que a escola tem que resgatar suas funções, e que ela também tem a função tecnológica, mas que não no tempo do aluno. As rodas literárias, de conversas, os debates, trabalhos manuais, todos estão sendo retomados e intensificados. E claro, o protragonismo do próprio aluno, no qual ele fala, não copia, não traz um discurso pronto”.

Melhor alternativa possível

O professor do Centro Universitário UniFACTHUS, Roberto Campos, explica que há uma certa unanimidade enre os professores sobre os benefícios da nova lei – algo que segundo ele já é fortemente percebido nas redes de educadores. Segundo o docente, quando o aluno está imerso em notificações, redes sociais ou jogos, o processo de absorção e relexão dos conteúdos lecionados é comprometido.

“A presença constante dos celulares tem contribuído para uma fragmentação da atenção e uma diminuição do engajamento durante as aulas. Essa dispersão interfere diretamente no processo cognitivo, elemento central para o desenvolvimento e a excelência acadêmica, que é o verdadeiro serviço ao qual as escolas se destinam”.

Roberto explica que existe um contraponto de muitos envolvidos no processo educativo argumentando sobre a utilidade no celular no processo de aprendizagem, mas segundo ele isso não deve se derivar num afrouxamento da legislação, como a possibilidade mais branda de deixar os alunos terem um acesso “controlado” aos dispositivos dentro da escola, já que esse monitoramento é muito complicado.

“Para que se aproveite de forma efetiva o potencial pedagógico dos celulares, seu uso precisar ser limitado a momentos restritos e sob orientação direta dos professores. Na prática, a ausência de normas que autorizem a apreensão dos dispositivos acaba impedindo que os educadores possam confiscar os aparelhos, dificultando o controle”, justifica.

Ele também explica que para transformar o smartphone em um recurso educativo, seria fundamental que as escolas adotassem estratégias como a elaboração de regimentos internos claros, a capacitação de professores para manejarem esses recursos, e principalmente a implementação de medidas disciplinares quando necessárias – medidas que não contam com o apoio majoritário dos responsáveis.

“Nessas condições, vejo a lei como uma resposta necessária, porque mesmo o aprelho celular tendo potêncial como ferramenta educativa, a realidade é que sem o devido controle os prejuízos se sobrepõem aos benefícios. A medida visa preservar o ambiente escolar e fomentar o desenvolvimeto integral dos estudantes”.

Foco na devida interpretação

O pedagogo e docente do Centro Universitário UniFACTHUS, Bruno Pereira, concorda que a lei é muito bem-vinda. Para ele, além da medida evitar que o aluno se disperse – o que dificulta tanto a sua aprendizagem quanto o andamento das aulas, também ajuda nos casos de vício em telas, já demonstrado por estudos. No entanto, ele chama a atenção para a interpretação que as instituições de ensino e os gestores escolares estão fazendo, porque o celular também pode ser um aliado nos estudos.

“É fundamental reconhecer que os dispositivos eletrônicos podem ser também uma excelente ferramenta pedagógica. Então na verdade é preciso analisar em quais

momentos utilizá-los, e qual sua intencionalidade. Há atividades em que os celulares enriquecem as aulas, como aplicativos educativos, gravação de vídeos, pesquisas orientadas e mesmo atividades que envolvem música”, argumenta.

Para ele, a chave está em entender quando é positiva a presença dos aparelhos em sala de aula, e quando não é, e não restringí-lo de maneira absoluta. De acordo com o especialista, desde a implementação da lei, muitos têm interepretado a regra de forma rígida e errônea, já que a legislação faz alusão ao uso inadequado dos celulares, e não sua exclusão completa do ambiente escolar.

“Há casos de gestores que estão fazendo uma interpretação equivocada da norma, proibindo completamente o uso dos celulares em sala de aula, inclusive pelos próprios docentes para fins pedagógicos. De acordo com a secretaria de educação aqui da cidade, se algum professor quiser fazer qualquer registro com fotos ou vídeos de suas atividades, ele tem primeiro que pedir autorização para o gestor da escola”.

Para o pedagogo, restringir o uso total dos celulares não é o caminho correto para evolução do uso das ferramentas tecnológicas, e sim a adoção de uma interpretação mais compreensível da norma, em que os celulares sejam devidamente incluídos em sala de aula, desde que tenham uma intencionalidade pedagógica clara. (Texto: Bruno Corrêa – Assessoria de Comunicação Ecossistema BRAS Educacional)

Por docentes: os principais desafios da Educação em 2025

Por docentes: os principais desafios da Educação em 2025

Educadores do Ecossistema BRAS Educacional apontam temas que consideram destaque para o campo educacional de acordo com suas vivências acadêmicas

Não é nada novo pensar que a educação brasileira é um processo em implementação. Com sua história repleta de reviravoltas, e de desprezo pelo ensino, nosso país ainda trilha um caminho sinuoso. E durante esse processo, esse sistema em expansão não está imune ao cenário externo. Pelo contrário, precisa estar atento e se adaptar a ele. É nesse contexto que chamamos especialistas do Ecossistema BRAS Educacional para apontarem os principais desafios da Educação em 2025.

Para além dos avanços tecnológicos, a realidade pós-pandêmica que ainda influencia fortemente a Educação e dos inquietantes e volúveis cenários geracionais, três educadores apontam questões que acreditam serem os principais desafios da Educação em 2025. Seus pontos de vistas têm como base suas experiências acadêmicas, tanto como docentes quanto estudantes.

No contexto atual, a educação brasileira se vê acirrada em um meio político polarizado que influencia diretamente nos currículos escolares e no financiamento da educação pública, com discussões sobre o novo ensino médio e debates sobre a influência política em sala de aula.

Mundialmente o cenário é de imprevisibilidade, com instabilidade na comunidade acadêmica, mudanças climáticas e influência política na produção cientifica. Também pesa bastante o canário econômico pós-pandemia e sob efeito de guerras. É com esse mundo um pouco “fora da métrica” que os educadores apontam suas percepções e os principais desafios da Educação em 2025.

Do emocional ao aspecto sociocultural

Se o mundo parece instável, é inevitavelmente olhar para dentro de si e descobrir ferramentas para lidar com o cenário que nos é imposto. Por esse motivo, o pedagogo e docente do Centro Universitário UniFACTHUS, Bruno Pereira, aponta que um dos principais desafios em 2025 é justamente a questão emocional dos alunos. A partir dessa perspectiva, entram em cena a educação sócioemocional dos alunos, na visão dele indispensável nos currículos atuais.

Abordando um conjunto de habilidades e ferramentas emocionais e sociais, os estudantes são convidados a repensar seus sentimentos em relação ao mundo e ao

outro. A questão se torna mais relevante, de acordo com o especialista, quando pensamos no aspecto tecnológico.

“Considero a educação socioemocional como de extrema necessidade de debates, estudos e ações, visto que no mundo digital que estamos vivendo, trabalhar com emoções e interações como possibilidades de aprendizagem é uma necessidade”, aponta.

Mas o professor não elenca só essa tematica como um dos principais desafios da Educação em 2025, mas também outro assunto escorregadio para a educação brasileira há décadas: o acesso aos bens socioculturais. Essenciais para a completa formação do individuo, essas instituições culturais – como cinemas, teatros e museus – esbarram diretamente na questão da desigualdade de renda.

Essa questão também afeta diretamente o setor cultural como um todo, em como tratamos a cultura como sociedade. A partir dessa reflexão, as instituições de ensino se tornam personagens importantes no processo de estímulo e acesso dos alunos a esses bens culturais, não importa a idade ou grau de formação dos estudantes. “Vivemos em sociedade e por vezes a própria sociedade não faz parte do planejamento das instituições de ensino. Como formar para a vida de forma dissociada da comunidade? Será que todos os alunos tem acesso garantido aos bens socioculturais? Como formar integralmente sem essa garantia?”, indaga.

A tecnologia na balança

Quando a internet chegou aos lares brasileiros, entre o final das décadas de 1990 e início dos anos 2000, parecia fácil perceber a tecnologia como aliada no processo educacional. Por muitos anos o foco das secretarias de Educação e outras áreas de atuação governamental era expandir ao máximo o acesso de docentes e estudantes ao digital.

Duas décadas depois, acostumados com as redes sociais e ainda perdidos com a chegada da Inteligência Artificial, o acesso a novas tecnologias continua sendo desafio, mas também provoca questionamentos sobre sua eficácia e prejuízos quando naturalizada da forma indevida.

Para o docente do Centro Universitário UniFACTHUS, Roberto Campos, essa balança entre garantir o acesso e ao mesmo tempo ter atenção aos eventuais benefícios e prejuízos do uso da tecnologia está entre os principais desafios da Educação em 2025. Nesse sentido, ele aponta as competências digitais na Educação como tema do ano para o ensino brasileiro.

Roberto alerta que o avanço da tecnologia continua pressionando o campo educacional no sentido de desenvolver nos estudantes competências digitais para o mercado de trabalho, com questões como o letramento digital, Inteligência Artificial e bem-estar online no centro do debate. Mas é preciso saber utilizar essas novas tecnologias, as instrumentalizando da forma correta.

“O desafio está em encontrar o equilíbrio entre a real contribuição desse letramento digital e o prejuízo cognitivo que esse mesmo letramento pode trazer”, argumenta.

A inclusão como um todo

Para além das questões tecnológicas como a inteligência artificial, e também a intencionalidade do uso dessas novas tecnologias no campo educacional, o pedagogo e docente da UniBRAS Digital, Rafael Moreira, também continua destacando, desde a pandemia, a recuperação e reestruturação pedagógica das instituições de ensino nos anos seguintes da emergência sanitária.

O especialista destaca que essas mudanças marcarão para sempre a Educação em todo o mundo, e que a comunidade acadêmica está monitorando isso de muito perto. Mas Rafael vai além. Ele acredita que uma palavra resume um dos principais desafios da Educação em 2025: inclusão.

Já faz um certo tempo que essa palavra tem sido utilizada para designar a necessidade de uma abordagem mais convidativa e potente no sentido de trazer as minorias para dentro das instituições de ensino, abarcando as questões de gênero, étnico-raciais, de orientação sexual e identidade de gênero, assim como as neuroatipicidades e de pessoas com deficiência.

Mas para o docente, além de incluir todas essas temáticas, a inclusão hoje é um termo ainda mais amplo. Isso porque ele enxerga que as instituições de ensino precisam estar atenta também a inclusão digital e das novas tecnologias, o que esbarra anda em questões de classe social.

“A inclusão deixa de ser um pensamento atrelado somente as questões cognitivas e afetivo-sociais, e vai para o aspecto estrutural e determinante dessas instituições de ensino, compreendendo as variantes sociais como um todo, e inclusive nos aspectos de inclusão tecnológica”. (Texto: Bruno Corrêa – Assessoria de Comunicação Ecossistema BRAS Educacional)

4 dicas de leituras para as férias

4 dicas de leituras para as férias

Ler também é um ato de descanso, e as férias são uma excelente oportunidade para isso

Descansar durante o período de férias pode ir muito além de aproveitar o tempo com puro ócio. Longe de ser ruim – recarregar as energias é muito importante, mas colocar a mente para funcionar em outro assunto, de interesse próprio, também pode ser uma maneira eficiente de descansar. Pensando, separamos aqui 4 dicas de leitura para as férias.

Pode ser de ficção, para fazer a mente viajar. Ou sobre temas relevantes, para desenvolver melhor o pensamento crítico. O fato é que ler também descansa, e traz muitas vantagens. Nossa lista de 4 dicas de leitura para as férias, indicadas por docentes de instituições do Ecossistema BRAS Educacional, aborda temas diferentes, e é um convite para complementar esse precioso tempo antes que as aulas voltem.

1. “Cem Anos de Solidão”, de Gabriel García Márquez

O clássico do colombiano Gabriel García Márquez é uma das nossas dicas de leitura para as férias. Indicado pelo pedagogo e docente da UniBRAS Digital, Rafael Moreira, o livro é um dos mais lidos e premiados da literatura mundial, sendo o autor agraciado com o prêmio Nobel da Literatura em 1982.

Publicado inicialmente na Argentina em 1967, Cem Anos de Solidão conta a história de uma família ao longo de seis gerações, todas acompanhadas pela centenária Ursula, e todos habitantes da aldeia fictícia de Macondo. Traduzida em mais de 46 idiomas, a obra ganhou foco recentemente por sua adaptação pra o streaming. É também um dos maiores exemplo do realismo mágico, gênero literário que surgiu na Colômbia.

Para Rafael, além da obra indicada, é importante que nas férias os alunos encarem a leitura como um exercício constante. “A ideia é que os alunos possam ler, além dos livros literários, também outras leituras que achem interessantes. A leitura traz amplitude, não só de vocabulário, mas também conhecimento de outras temáticas de relevância”, argumenta.

2. “Como as Democracias Morrem”, de Steven Levitsky e Daniel Ziblatt

Em momentos turbulentos, refletir sobre a política e a democracia é importante a todos que desejam viver num mundo melhor. Assim, propondo um maior aprofundamento no atual cenário da geopolítica mundial, o pedagogo e docente do Centro Universitário UniFACTHUS, Bruno Inacio indica “Como as Democracias Morrem”.

Assinado por dois influentes docentes de Harvard, a obra propõe uma abordagem sobre o cenário a partir de estudos da ascensão do Nazifascismo na Europa no início do século XX, é-o desenvolvimento das ditaduras latino-americanas. Seu principal foco é demonstrar que o fim da democracia hoje não acontece por rupturas democráticas imediatas, mas por uma erosão lenta e contínua das instituições.

3. “A Sombra do Vento”, de Carlos Ruiz Zafón

Voltando para a ficção, o docente do Centro Universitário UniFACTHUS Roberto Campos, lista “A Sombra do Vento” como uma das dicas de leitura para as férias. O clássico espanhol se passa em Barcelona, na época do pós-guerra, sendo parte da série “O Cemitério dos Livros Esquecidos”, e é uma combinação de mistério, romance e suspense.

Na obra, o protagonista Daniel encontra uma biblioteca secreta, e se depara com um livro que vai envolvê-lo numa trama de mistérios e intrigas. Para Marcelo, o livro de Zafón é uma excelente opção para uma leitura emocionante, que convida a explorar o poder da literatura e segredos do passado.

“A escrita de Zafón é rica e envolvente, oferecendo uma excelente opção para quem deseja mergulhar em uma narrativa complexa, com personagens profundos e um ambiente cativante”, conta o professor.

4. “Fortaleza Digital”, de Dan Brown

Custa acreditar que um livro sobre um tema tão atual tenha sido lançado em 2004, mas essa obra de Dan Brown – sua estreia como grande escritor – ainda intriga leitores ao falar sobre algoritmos e códigos de difícil acesso.

Indicado pela bióloga e docente da UniBRAS Juazeiro, Carla Regine França, “Fortaleza digital” conta a historia de Ensei Tankado, ex-funcionário de uma agência estatal de segurança dos EUA que deseja se vingar e cria um código algoritmo de encriptação considerado inquebrável.

“Indico por ser bastante envolvente, especialmente aos interessado em temas de segurança digital, criptografia e ficção cientifica. Ahistoria é repleta de reviravoltas e suspense, características que prendem a atencao”, explica. (Texto: Bruno Corrêa – Assessoria de Comunicação Ecossistema BRAS Educacional)

5 Diferentes abordagens psicoterapêuticas: um pequeno guia para entender melhor a Psicologia

5 Diferentes abordagens psicoterapêuticas: um pequeno guia para entender melhor a Psicologia

Fundamental para tratar sofrimentos psíquicos, a psicoterapia é dividida em diferentes abordagens de tratamento Atenção: esse texto trata de assuntos sensíveis sobre saúde mental. Caso sinta algum desconforto sobre a temática, você pode optar por retornar em algum outro momento. Além disso, se precisar de ajuda, pode contar com o apoio do Centro de Valorização da Vida (CVV), clicando aqui ou ligando 188. O serviço é grátis e funciona 24h, todos os dias da semana.    Já faz um tempo que o bem-estar físico não é o único que conta quando a palavra é saúde. Em uma sociedade muito conectada, com conflitos sociais evidenciados e num cenário profissional e acadêmico exigentes, a saúde mental é pauta frequente, e a psicoterapia surge como um item essencial no acompanhamento do bem-estar psíquico. Mas ao buscar um profissional habilitado, é comum a dúvida sobre quais das abordagens psicoterapêuticas deve ser escolhida.   Psicanálise, gestalt, comportamental, humanista. São muitas as possibilidades e as indicações para cada uma dessas abordagens psicoterapêuticas. Para além do fato de que a terapia ainda é uma novidade para muitos, o excesso de informação – e desinformação – sobre esse tema pode confundir ainda mais quem busca essa forma de tratamento. Para aproximar as pessoas da psicologia, o Setembro Amarelo é uma campanha que estimula a busca por ajuda e conhecimento sobre o tema.  É interessante, no entanto, entender que as mais diversas abordagens psicoterapêuticas surgiram com o mesmo objetivo de tratar o sofrimento psíquico das pessoas, e por isso são amplamente estudadas e defendidas na comunidade dos profissionais de saúde mental. A partir disso, é importante destacar a segurança e efetividade dessas diferentes abordagens.   A psicóloga e docente da UniBRAS Montes Velos, Suzy Souza, argumenta que existem algumas abordagens psicoterapéuticas que são mais indicadas para determinados tipos de diagnósticos e seus acompanhamentos, mas concorda que todas as abordagens têm sua efetividade.   ‘‘Isso vai muito do psicólogo, se aquele profissional atende aquela demanda. Se ele perceber que o paciente necessita de um atendimento diferente, como uma neuroavaliação, por exemplo, irá encaminhar para outro profissional que faça essa avaliação’’, explica.   A docente também alerta para a necessidade de buscar ajuda profissional, e não simplesmente buscar os sintomas na internet. De acordo com Suzy, há muitos casos de autodiagnóstico, pelo mal uso da informação nas redes e buscadores.   Pensando nas eventuais dúvidas e curiosidades sobre as diferentes abordagens psicoterapêuticas disponíveis, e atentos à importância do Setembro Amarelo, reunimos aqui no blog os principais tipos de terapia e suas características.  
  1. Analítica
Nesse tipo de abordagem, o contexto ambiental tem uma dimensão maior sobre o sofrimento psíquico do paciente. Isso porque não basta apenas a consciência humana para entender a personalidade, mas todos os elementos que ela interage.   Também chamada de Junguiana, por ter sido desenvolvida pelo suíço Carl Jung, a psicologia analítica vai além dos estudos do inconsciente do indivíduo, abordando os símbolos e arquétipos em que ele está familiarizado.  
  1. Cognitiva comportamental
Também conhecida como TCC, essa é uma das abordagens psicoterapêuticas mais indicadas pelos médicos psiquiatras. Nela, o paciente expõe diretamente ao psicólogo suas questões, que busca identificar pensamentos e comportamentos disfuncionais, fazendo com que ele possa identificá-los e desenvolver consciência sobre eles.   Nesse sentido, é fundamental que o paciente participe de forma ativa dessa identificação, para que se torne mais realista e prático nas medidas e soluções sobre seus problemas.  Também por esse foco prático, essa abordagem delimita prazos para a solução desses problemas.  
  1. Gestalt
Desenvolvida na década de 40 pelo suíço Fritz Perls, a Gestalt-Terapia é uma das abordagens psicoterapêuticas que tem o foco no agora. De acordo com essa visão, o estado atual do paciente é o mais importante, e o indivíduo deve estar focado em resolver esses conflitos no presente.   Além de conhecer e aceitar suas emoções, potenciais e limitações, a Gestalt busca desenvolver no indivíduo seu potencial criativo na resolução de conflitos e problemas.  
  1.   Behaviorismo
Também chamada de comportamental, essa é uma das abordagens psicoterapêuticas que mais foca no contexto social e externo. Para os comportamentalistas, as pessoas nascem como uma tábula rasa, e, portanto, são moldadas pelas experiências da vida. Logo, mais importante que mergulhar nos processos mentais internos é observar o comportamento dessas pessoas e da sociedade  Seu desenvolvimento se deu na primeira metade do século 20, pelos estudos dos americanos John B. Watson e Frederic Skinner, e do russo Ivan Pavlov. 
  1. Psicanálise
Umas das abordagens psicoterapêuticas mais clássicas e influentes, desenvolvida inicialmente pelo austríaco Sigmund Freud, considerado o “pai da psicanálise”, no final do século 19. Essa abordagem tem um forte foco no inconsciente, na sexualidade e na associação livre, prática em que o paciente é estimulado em falar livremente no consultório, com raras interrupções, enquanto o terapeuta analisa padrões e interpreta esse conteúdo.   Para Freud, a partir da fala se acessava o inconsciente. Além disso, os sonhos também são importantes no processo psicanalítico, já que são uma janela preciosa para esses processos mentais internos.   Dentro da Psicanálise existem algumas correntes que evoluíram de forma mais independente, sendo a mais famosa delas a Lacaniana, desenvolvida pelo psicanalista francês Jacques Lacan, principalmente nos anos 60 e 70.   A psicanálise é considerada muito influente também para fora da Psicologia, com muito reflexos na literatura e cultura mundial. Também influenciou fortemente a Psiquiatria. Além disso, o famoso divã – sofá em que o paciente se acomoda da melhor forma possível para a técnica de associação livre – é um ícone na cultura popular mundial.   Mais que possibilidades  Apesar das já apresentadas abordagens psicoterapêuticas estarem entre as mais populares no Brasil, existem outras várias possibilidades. Entre elas estão a Analista Comportamental, a Humanista, Psicodinâmica, o Psicodrama, entre outros.   No entanto, mais importante que entender essa diversidade de possibilidades das abordagens psicoterapêuticas, é de fato buscar ajuda, independentemente da abordagem. Isso porque os efeitos do processo terapêuticos são sentidos na prática, e levam o tempo adequado para se manifestarem. Além disso, os especialistas têm conhecimento e autoridade no tratamento do sofrimento psíquico, e todas as abordagens são amplamente estudadas e discutidas no meio acadêmico e ambulatorial.   Essa visão é compartilhada pela campanha do Setembro Amarelo, que destaca a urgência em se abordar a dimensão da saúde mental nos aspectos práticos, e principalmente ter a liberdade de se expressar sobre essas questões de forma livre, buscando ajuda quando é necessário.  A docente Suzy Souza destaca que é importante sentir que não está sozinho. De acordo com ela, além de um passo de coragem importante, a psicoterapia também traz alívio e fortalece a jornada.   ‘‘A psicoterapia é um espaço seguro para expressar suas dores e sentimentos, e também é o lugar de encontrar novas formas de lidar com eles, compreender de maneira assertiva suas emoções’’.  Outro aspecto relevante é estar de olho no profissional buscado para o tratamento psicoterapêutico, já que todo psicólogo precisa ter cadastro no Conselho Federal de Psicologia para atuar, e, portanto, ter registro profissional. Essa checagem pode ser feita por meio do site do Cadastro Nacional de Profissionais de Psicologia, seja pelo nome, CPF ou número de registro. (Texto: Bruno Corrêa – Assessoria de Comunicação Ecossistema BRAS Educacional).  Atenção: esse texto trata de assuntos sensíveis sobre saúde mental. Caso sinta algum desconforto sobre a temática, você pode optar por retornar em algum outro momento. Além disso, se precisar de ajuda, pode contar com o apoio do Centro de Valorização da Vida (CVV), clicando aqui ou ligando 188. O serviço é grátis e funciona 24h, todos os dias da semana
Novo reitor toma posse no Centro Universitário UniBRAS Montes Belos

Novo reitor toma posse no Centro Universitário UniBRAS Montes Belos

A partir desta segunda-feira (09/09), o Centro Universitário UniBRAS Montes Belos tem um novo reitor. O Prof. Me. Jusirmar Alves da Cruz é o novo regente da instituição, que é referência no setor educacional na região na cidade de São Luís de Montes Belos (GO). Com mais de 20 anos de experiência em gestão organizacional, o educador é destaque no Ecossistema Bras Educacional, atuando anteriormente como gestor da UniBRAS Rio Verde.

Graduado em Administração pela Faculdade Metropolitana de Curitiba (Famec), e com mestrado em Administração pela Faculdade Positivo, Jusirmar Alves traz consigo uma sólida experiência em gestão de pessoas, tanto no ramo industrial como no educacional. Hoje professor na graduação e pós-graduação, o educador já tem trajetória como gestor, atuando por mais de três anos na UniBRAS Rio Verde, na qual se destacou pelos bons resultados.

Iniciando sua carreira profissional em 1992, como instrutor de treinamento na empresa Electrolux, Jusirmar tem ênfase em gestão de pessoas, qualidade e produção. É cofundador da empresa Forpraxis Gestão Organizacional, e especialista em resolução de problemas com o método Problem Based Learning (PBL). Optou também pela carreira acadêmica quando percebeu dificuldades na contratação de profissionais recém-formados.

Ao aceitar o novo cargo, Jusirmar Alvez destacou seu legado na UniBRAS Rio Verde, entre acadêmicos e colaboradores, e explicou que nada disso seria possível sem o apoio incondicional da equipe da unidade, e do Ecossistema BRAS Educacional.

“Lutaremos com todas as forças, dia e noite, para o Centro Universitário UniBRAS Montes Belos, com o ser humano como foco principal. Vamos resgatar o brilho nos olhos de cada um de vocês, que são o mover do dia a dia da unidade”, anunciou.

A posse do novo reitor representa um momento importante para o futuro da instituição, que oferece mais de 20 opções de cursos distribuídos entre graduação e pós-graduação, nas modalidades presencial e distância. Além disso, o Centro Universitário possui anos de história e referência em São Luis dos Montes Belos e região.

Image 2 2 225x300 - Novo reitor toma posse no Centro Universitário UniBRAS Montes Belos

O Centro Universitário UniBRAS Montes Belos utiliza cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nossos serviços, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao utilizar nossos serviços, você concorda com tal monitoramento. Com esta autorização estamos aptos para coletar tais informações e utilizá-las para tais finalidades. Você pode consultar nossa política de privacidade e política de cookies.